Planeta Home

Rakuten

domingo, 1 de janeiro de 2017

Planeta Megapost Marvel: Heróis Mais Poderosos da Marvel #1-10 (Editora Salvat)

Heróis Mais Poderosos da Marvel #1 - Os Vingadores, com o arco "A Vingança de Ultron", que reúne as edições #19-22, escrito por Kurt Busiek e desenhos de George Pérez, lançado pela Editora Salvat.


Ultron está de volta com mais um plano para destruir a raça humana, começando com o rapto de seu criador Hank Pym, além de capturar outros heróis que teriam um certo parentesco com o robô. Antes disso, Ultron acaba com a nação da Eslorenia usando-a como sua base principal de operações. Toda essa parte da trama não fez muito sentido para mim, e nem as cenas que mostra o arrependimento do Hank Pym me convenceu. Ultron retorna hyper poderoso e até mesmo um megalomaníaco, bem diferente do ser mais frio e ameaçador dos anos 80 (basta ver sua participação em Guerras Secretas de 1985). Não digo que essa mudança é boa ou ruim, mas senti essa diferença de "personalidade". Além de estar revestido com um corpo de vibranium e adamantium, traz consigo um exército de ultrons, e a maneira como são derrotados pelos Vingadores ficou um pouco forçado para mim, mas o arco tem ação quase que ininterrupta. A ideia da trama em si foi até interessante, mas o relacionamento “pai e filho” entre Pym e Ultron poderia ter sido melhor trabalhado com diálogos mais convincentes.

Os desenhos de Pérez dispensam apresentação – o homem é muito bom em trabalhar com vários personagens ou detalhes num mesmo quadro (veja a página em que os Vingadores estão entrando no subsolo do Pentágono, é a página que mostra o título “O Mal se Prolonga”). Não é o mesmo Pérez da época dos Novos Titãs, mas ainda é o Pérez! No geral, embora tenha alguns pontos positivos, achei que poderia ter sido bem melhor. Leitura razoável, apesar de que, no contexto geral, Kurt Busiek fez um ótimo trabalho nessa série dos Vingadores como um todo.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #2 – Homem-Aranha, com o arco “Feliz Aniversário”, que reúne as edições #57-58, 500-502, escrito por J.Michael Straczynski e desenhos de John Romita Jr, lançado pela Editora Salvat.


Esse arco começa dois dias antes do aniversário de Peter Parker. Ele continua lecionando em sua antiga escola, está casado com Mary Jane, a Tia May conhece sua identidade secreta e ele continua a combater o mal e defender as pessoas de sua amada Nova York. Até que, à noite, ele vai prestar ajuda a outros heróis e acaba se envolvendo numa batalha entre o Dr. Estranho e Dormammu. Uma das consequências dessa batalha é que os dois heróis ficam presos num fluxo cronológico temporal, onde o Aranha se vê numa situação em que ele poderia escolher mudar seu passado, e assim, alterar seu futuro, que aparentemente será bem sombrio. Para voltar ao presente, o Homem-Aranha tem que reviver grandes confrontos e situações em sua vida que sempre exigiram muito dele, e ele acaba enfrentando um dilema que, no fim das contas, é seu verdadeiro presente de aniversário.

Não é a primeira vez que Peter Parker vive questões de ordem existencial, principalmente quando se trata da morte do Tio Ben, mas Straczynski o mostra de modo bem sensível, sem ser melodramático demais, e ainda com uma dose certa de humor que é característico do aracnídeo, provando que é um autor que conhece o personagem. John Romita Jr. é um artista sem meio termo, amado por alguns, odiado por outros, mas a verdade é que nesse arco, ele desenhou uma página dupla com o Aranha enfrentando todos os seus principais (e até secundários) adversários – um belo trabalho na edição 500.

Há duas histórias intermediárias nas edições 501 e 502. A primeira é um conto sublime e sensível narrada pela Tia May, onde ela passa suas tardes em companhias agradáveis falando de suas preocupações com Peter combatendo o crime, até a emocionante cena final da edição. A segunda, conta a história de Leo Zelinski, alfaiate oficial de vários heróis e vilões, o que é a parte cômica da história. Ele pede a ajuda do Homem-Aranha para impedir um de seus clientes vilões de cometer assassinato, e ainda tentar manter o anonimato. Essa é a parte tocante onde um cidadão comum tenta fazer o que é certo.

No geral, um belo arco de histórias, que engloba as edições 57, 58 e 500 a 502, e que vale a pena dar uma conferida, principalmente se levarmos em conta, que nas edições posteriores, o autor andou dando umas escorregadas nas histórias do Aranha, até seu triste clímax em Um Dia a Mais, mas isso é história para outra ocasião. Leitura altamente recomendada.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #3 – Wolverine, com o arco “Procura-se Mística”, que reúne as edições #62-65, escrito por Jason Aaron e desenhos de Ron Garney, lançado pela Editora Salvat.


Depois do Dia M, 99% da população mutante perdeu seus poderes, até o nascimento do primeiro bebê mutante – Esperança – que acabou gerando perseguição e mortes. Nessa época, Mística fazia parte dos X-Men, mas acaba traindo o grupo. Ciclope incumbe Wolverine de caçar a mutante traidora, e assim tem início esse arco de histórias em quatro partes publicado nas revistas Wolverine #62-65.

Logan passa a perseguir Raven no Oriente Médio, passando desde o Afeganistão até o Iraque. Devido a seus sentidos e instintos aguçados, não é difícil para o mutante localizar Mística, que sempre dá um jeito de escapar temporariamente. Durante a perseguição, vários flashbacks são mostrados onde vemos os dois mutantes desde os anos 20 e seu conturbado relacionamento.

Até aí, seria apenas uma trama simples com muita ação e violência, mas um detalhe interessante que foi revelado na última parte dessa história fez com que toda a motivação do Wolverine em caçar Mística fosse esclarecida, e esse detalhe foi um ponto positivo para o roteirista Jason Aaron. Os desenhos de Ron Garney garante a verossimilhança necessária principalmente nas cenas de ação, e me lembrou em alguns momentos os traços do Adam Kubert. Um final mais ou menos esperado, mas com uma boa construção. Uma boa leitura. 

Heróis Mais Poderosos da Marvel #4 – Hulk, com o arco “Os Cães de Guerra”, que reúne as edições #12-20, escrito por Paul Jenkins e desenhos de Ron Garney, lançado pela Editora Salvat.


“De que você tem medo, Bruce? Do Hulk? Ou de si mesmo?”

Essas palavras resumem bem o que foi esse arco de histórias. Na verdade, ela começa com duas histórias intituladas “Olhos de Serpente”, onde vemos Bruce Banner, viúvo de Betty, e procurando por ajuda. Ele apresenta todos os sintomas da Doença do Neurônio Motor (ou Mal de Lou Gehrig), uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso. Bruce busca ajuda com sua ex-companheira de faculdade e antigo amor, a doutora Ângela Lipscombe. Ao realizar o diagnóstico, Bruce acaba se deparando com seu eu interior, e se confronta com, algumas de suas personalidades, como Joe e o Professor. É o momento da verdade para Banner, onde ele precisa realmente se confrontar com seu passado para resolver o presente.

Depois disso, a história entra definitivamente no arco “Cães de Guerra”. Banner e Lipscombe procuram alternativas para quando a doença atingir seu clímax, afinal, banner sabe que não irá morrer, mas qual das “personalidades” do Hulk irá aflorar? Esse arco me surpreendeu por trabalhar de modo meticuloso todos os aspectos do distúrbio de múltiplas personalidades de Banner e a “origem” das diferentes versões de Hulks (como o Hulk Cinza, o Hulk Inteligente, etc). Não sei se esses aspectos da personalidade de Banner ainda são válidos na cronologia do gigante esmeralda, mas esse arco trabalhou de forma surpreendente esse aspecto. No final, fica claro que o título “Cães de Guerra”  nem de longe representa os cães selvagens literais que o Hulk enfrenta no início, mas título tem um objetivo muito mais profundo. Uma história que me surpreendeu positivamente pela profundidade com que foi apresentada a psique de Banner. A ação e pancadaria, embora haja bastante, não é o prato principal aqui. E para finalizar, mais uma frase que dá o que pensar sobre a relação Jekyll e Hyde / Hulk e Banner.

“Você não pode destruir um homem que já foi tão destruído”.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #5 – Homem de Ferro, com o arco “Os Cinco Pesadelos”, que reúne as edições #1-7, escrito por Matt Fraction e desenhos de Salvador Larroca, lançado pela Editora Salvat.


Logo na primeira edição, Tony Stark narra seus cinco piores pesadelos. Também, logo de início já fica claro que o grande vilão da história será Ezekiel Stane, filho de Obadiah Stane, antigo nêmeses do bilionário tecnológico. O objetivo principal de Ezekiel é vingar a morte do pai, o Monge de Ferro, pois ele acha que o Homem de Ferro o matou, quando na verdade, Obadiah cometeu suicídio ao ser derrotado num confronto com o Homem de Ferro. Para isso, o jovem gênio arma um plano de múltiplos ataques terroristas com homens-bomba em quatro unidades das Indústrias Stark espalhadas pelo mundo em locais estratégicos, ou seja, acabar com a vida do Homem de Ferro começando por destruir o império tecnológico de Stark e depois matar o próprio num confronto direto.

A trama é basicamente isso, mas Fraction soube trabalhar logo de cara alguns aspectos interessantes: Primeiro, sobre os cinco piores pesadelos de Stark, nos ensina muito sobre quem é o inventivo bilionário – um homem egocêntrico, mas com boa motivação em salvar as pessoas. Segundo, num determinado momento da trama, Pepper Potts é vítima de uma explosão e acaba entre a vida e a morte. Para salvar sua vida, Tony insere o mesmo mecanismo que ele criou quando se tornou o Homem de Ferro, a fim de, temporariamente assegurar que seu coração continuasse a funcionar. Mas Pepper, embora completamente recuperada, se recusa a continuar com o reator de energia em seu peito, pois isso a fazia sentir-se um monstro. Nessa hora, Stark diz para si mesmo: “É assim que ela me vê”. Que valores morais levaram Pepper a pensar assim de si mesma?

Por outro lado, Ezekiel em sua sede de vingança, não mede esforços para que ele mesmo seja uma fonte viva de energia, mas em sua insanidade, em nenhum momento mostra remorso pelas muitas vidas que ele tira no decorrer da história. Um paralelo interessante, e que mostra um ponto de vista que eu mesmo nunca parei para pensar – Tony Stark, com o reator de energia em seu peito poderia ser encarado como uma aberração aos olhos de outros? Sua preocupação com as pessoas o impede de ver seu próprio egoísmo? Neste caso, qual seria a diferença entre Tony e Ezekiel. Talvez a diferença fique claro quando vemos apenas a linha que define o bem e o mal, mas pode haver algo mais. Gosto dos desenhos do Larroca, bem realistas, embora ele, sempre que possível, procura economizar nos detalhes de plano de fundo, mas faz bom uso das cores. Uma excelente história, que ainda teve a participação mais do que especial do Homem-Aranha na edição final. Leitura recomendada.

Heróis Mais Poderoso da Marvel #6 – Viúva Negra, com o arco “Volta pra Casa”, que reúne as edições #1-6, escrito por Richard K. Morgan e desenhos de Bill Sienkiewicz, lançado pela Editora Salvat.


A Viúva Negra está afastada do mundo da espionagem e curte seu isolamento nos desertos do Arizona. Mas a tranquilidade é interrompida quando ela sofre um atentado. Para tentar descobrir o que está acontecendo, ela pede ajuda de um agente da SHIELD aposentado, Phil Dexter. Os dois acabam descobrindo que Natasha é apenas mais uma de várias Viúvas Negras que estão sendo assassinadas uma a uma pela organização North. Suas investigações acabam levando Natasha de volta à Rússia, e consequentemente ao seu passado. Nesse meio tempo, ela descobre uma droga misteriosa usada durante a gravidez, que trará à tona mais revelações do passado das agentes, revelações sombrias e macabras oriundos da Sala Vermelha, o instituto que produz as mortais operativas da antiga URSS.

Uma viagem dramática de volta ao passado complexo e muitas vezes contraditório da Viúva Negra magistralmente escrito como um thriller de espionagem por Richard K. Morgan e desenhado pelo veterano Bill Sienkiewicz, menos “sujo” que o habitual, num arco publicado na revista Viúva Negra 1-6 em 2004. Natasha é mostrada como uma espiã fria e calculista que não pensa duas vezes antes de matar alguém, não importa quem e até com requintes de crueldade. Uma visão bem adulta da superespiã da SHIELD. Além disso, o escritor explorar muitos detalhes de seu passado, incluindo alguns que foram abordados no filme Vingadores – Era de Ultron como a questão da gravidez e o balé. A história tem reviravoltas, intrigas, ação conspiração, todos os ingredientes para um excelente filme no estilo Jason Bourne. Um filme baseado nesse arco ficaria de bom tamanho para a heroína. Leitura recomendada.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #7 – Capitão América, com o arco “O Ódio se Chama Sangue”, que reúne as edições #247-255, escrito por Roger Stern e desenhos de John Byrne, lançado pela Editora Salvat.


Trata-se de todo o material produzido pelo roteirista Roger Stern em parceria com o desenhista John Byrne no início dos anos 80 entre as edições 247 a 255. Foram nove edições basicamente divididas em três arcos curtos e mais duas histórias individuais.

O primeiro arco envolvendo as edições 247 a 249 mostra Steve Rogers tendo problemas com lapsos e lembranças antigas de memória, e busca a ajuda da SHIELD. Ele e Dum Dum Dugan conseguem recuperar alguns pertencem antigos do Capitão e este acaba se lembrando de que passou por implantes de memórias antes de se unir aos Invasores caso fosse capturado pelo inimigo. Temos a introdução de Bernie Rosenthal que terá uma grande e longeva participação na vida do herói, e um ponto interessante foi a forma como o escritor detalhou a construção do robô Strucker com apenas o conhecimento e a tecnologia limitadas para a época, isso mostra que a simplicidade nos roteiros não é necessariamente uma falta de habilidade ou conhecimento, mas do contexto da época.

O segundo arco envolve as edições 251 e 252. Batroc livra Mr. Hyde da prisão com a promessa de receber uma recompensa, mas é enganado e obrigado a formar uma parceria com Mr. Hyde. Eles sequestram um navio tanque das Indústrias Roxxon e exigem um resgate de 1 bilhão de dólares, além de um refém – o Capitão América. Na verdade, a escolha do refém foi ideia de Batroc que esperava que o Capitão derrotasse Hyde como uma forma de se vingar por ter sido enganado. Quando Hyde deixa claro seus planos para explodir Nova York com o navio tanque, o código de honra de não matar de Batroc fala mais alto e ele ajuda o Capitão América a derrotar o poderoso e insano vilão. Um arco simples que não traria nada de interessante, não fosse pela inusitada parceira entre o Capitão e Batroc.

O terceiro arco envolve as edições 253 e 254. Algumas mulheres estão sendo atacadas em Londres e tudo leva a crer que se trata de um estripador. Mas Lorde Falsworth, o primeiro e aposentado Union Jack tem certeza de se trata de seu irmão – o suposto falecido Barão Sangue. Ele pde ajuda do Capitão América que vai à Londres para ajudar e acaba enfrentando um combate mortal o Barão Sangue. Bons momentos nesse curto arco onde vemos uma parte importante da vida do Capitão nos dias em que ele atuou ao lado dos Invasores, a importância do legado, a trama elaborada pelo Barão Sangue e os confrontos mortais. Vale a pena a leitura.

A edição 250 traz à tona uma questão interessante na vida do Sentinela da Liberdade. Ele se vê envolvido num esquema de eleições e acaba sendo convidado a concorrer para Presidente dos EUA! Uma história que mergulha fundo nas motivações e na própria essência do personagem, onde ele se confronta com um difícil dilema. Ver as opiniões de seus próprios amigos vingadores e seu discurso final mostra o quão bem o roteirista entende a existência do herói. Esse profundo conhecimento ficou evidente também na edição 255 que fecha o encadernado. É a história de origem do Capitão América contada a partir de informações contidas num dossiê sobre o projeto Operação Renascimento. Trata-se de uma história bem conhecida dos fãs do herói, mas foi contada de uma forma bem detalhada mostrando até mesmo as primeiras missões do Capitão.

Um encadernado imperdível que é nitidamente feito com muito carinho pelos criadores. Personagens tradicionais, tanto heróis quanto vilões são utilizados, o sentimento patriótico do herói é colocado à prova, seu modo de encarar o certo e o errado, o fato dele ser um bom desenhista o leva a trabalhar numa agência publicitária, seus relacionamentos pessoais são afetados pelo seu trabalho como herói, mas também pelo fato de ser um “homem fora de seu tempo”, enfim, um trabalho curto, mas consistente e de qualidade. Leitura obrigatória.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #8 – Tocha Humana Jim Hammond, com o arco “O Tocha”, que reúne as edições #1-8, escrito por Mike Carey e desenhos de Patrick Berkenkotter, lançado pela Editora Salvat.


Jim Hammond, o Tocha Humana é um androide criado pelo cientista Phineas Horton e encontra-se morto em combate com o Pensador Louco. Aliás, o vilão é contratado pela IMA para projetar uma arma de destruição, mas os planos são mudados quando o Pensador captura outro antigo antagonista – Tom Raymond, o herói Centelha, ex-parceiro do Tocha. Ao realizar experiências com o Centelha, o Pensador consegue isolar as células Horton e trazer o Tocha Humana de volta à vida para servir de arauto da destruição. Felizmente Tom consegue ajudar Jim a se livrar do controle mental do Pensador, mas não antes de impedi-lo de destruir quase uma cidade inteira do Leste Europeu.

Uma bela homenagem do roteirista Mike Carey para um dos primeiros heróis criados pela Marvel quando ainda se chamava Timely Comics. Todos os elementos que remetem à Segunda Guerra Mundial estão presentes, e um bom desenvolvimento dos dois personagens principais – Tocha e Centelha. O Tocha inclusive foi trabalhado de um modo parecido com o Visão (que também participa dessa história) e é explicado como ele consegue sentir emoções humanas. O interessante é que esse arco, lançado em 2009, e se passa na época do Reinado Sombrio, foi o primeiro título solo do primeiro Tocha Humana, mas valeu a pena tantas décadas de espera. Um belo conto onde o roteirista mostra bastante conhecimento científico. Leitura altamente recomendada.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #9 – Gavião Arqueiro, minissérie em quatro partes escrito e desenhado por Mark Gruenwald, lançado pela Editora Salvat.


Bobbi Morse, a heroína Harpia invade a Indústria Cross atrás de um dispositivo de controle mental desenvolvido ilegalmente pela empresa. Acontece que, sem saber dos negócios sujos da Cross Tecnologias, o herói e vingador Gavião Arqueiro trabalha como chefe de segurança. Os dois se enfrentam, mas Clint passa a desconfiar de seu empregador. Depois de saber que caiu numa armadilha de Cross e quase ser morto, Clint e Bobbi conseguem fugir da armadilha e passam a ser caçados.

Uma trama bem elaborada, porém, desenvolvida de forma bem simples, típica da época. Os planos do vilão principal que são revelados na última parte, para mim, são o ponto fraco da trama, mas há vários aspectos positivos. Aqui podemos ver vários elementos que foram utilizados por Matt Fraction na sua série de sucesso do Gavião Arqueiro, como o desejo de Clint Barton de ser independente e conseguir resolver seus problemas sozinho, sem ajuda dos Vingadores, sua habilidades, não só com o arco e flecha, mas em combate corporal também, além de ser um herói subestimado, considerado um dos mais fracos. Além disso, vemos Clint lidando com problemas cotidianos como a falta de dinheiro e a frustração de ser traído por seu suposto interesse amoroso. Vale a leitura como curiosidade e conhecimento adicional sobre o personagem, inclusive a primeira aparição de Harpia que se tornaria esposa do Gavião durante muito tempo. Leitura descompromissada.

Heróis Mais Poderosos da Marvel #10 – X-Men - Os Filhos do Átomo, minissérie em seis edições, escrito por Joe Casey e desenhos de Steve Rude, lançado pela Editora Salvat.


Antes dos X-Men, os mutantes já sofriam perseguição com a paranoia da população, principalmente na figura de William Metzger, líder da Milícia Antimutante. Enquanto seus discursos o levam à ascensão dentro da sociedade, os integrantes do que viriam a ser a Primeira Classe dos X-Men aparecem um a um, mostrando o que cada faz e como levam sua vida, já com seus poderes manifestados.

Por se tratar de algo desconhecido, a população e a mídia tratavam o assunto “mutante” com muito medo e apreensão, chegando ao fanatismo. É bom ter em mente que naquela época, pouco antes dos X-Men, haviam poucos heróis no universo Marvel, e o escritor Joe Casey soube muito bem tratar desse assunto levando em consideração o contexto. Outro ponto importante foi desenvolver muito bem cada um dos primeiros alunos de forma bem distinta, mostrando como eles eram afetados pelos seus poderes. Foi emocionante, por exemplo, ver o sofrimento de Bobby até o momento em que ele não pôde suportar mais a manifestação de seus poderes gelados. É interessante que, assim que você termina de ler essa minissérie e começa a ler a primeira edição de X-Men, tudo faz sentido. Outro mérito do escritor. Não subestime essa história achando que se trata de apenas mais uma história de origem, é muito mais do que isso. Leitura altamente recomendada.

Por Roger