[o artigo abaixo contém spoilers]
Roteiros de Kieron Gillen
Desenhos de Greg Land
Desenhos de Greg Land
Após passar por uma
das melhores fases que já teve desde sua criação, sendo escrito por Matt Fraction e
desenhado por Salvador Larroca, o Homem de Ferro agora
passa para as mãos de Kieron Gillen e Greg Land. O primeiro destacou-se escrevendo o título Uncanny X-Men nos
últimos dois anos, em histórias que mantiveram um bom nível, apesar de eu
considerar sua fase no título Journey into Mystery o melhor trabalho que fez para a
editora até o momento (a série era protagonizada por Loki, o irmão de Thor, cuja versão atual é um garoto trapaceiro que
causa altas confusões enganando deuses, demônios e criaturas mitológicas
para provar que pode ser mais que o vilão detestável que era em sua encarnação
anterior, numa das abordagens mais bacanas, divertidas e cativantes do
personagem).
Graças a esta “crise de fé” o herói milionário decide
se afastar dos negócios e viajar pelo mundo para ter um contato maior com este
seu novo eu, e lidar com estas novas questões que surgem na mente de um homem
que sempre acreditou apenas no poder da ciência. Porém, antes que isto ocorra,
uma antiga ameaça ressurge, e força Tony Stark a entrar em ação, e estrear a
mais nova versão do Homem de Ferro, agora composta de “metal inteligente”.
Basicamente é a isto que se resume a primeira edição.
Não é uma estória tão instigante quanto poderia, e o fato do roteiro usar uma
ameaça tecnológica que foi explorada até as últimas consequências durante a
fase anterior do personagem acaba causando a sensação de estar lendo mais do
mesmo.
A grande novidade da vez, a tal armadura de metal
inteligente, não desperta grande interesse. Parece uma atualização bem mais ou
menos de algo saído da década de 1990. E não ajuda nem um pouco o fato de
Greg Land ser um desenhista que não possui a mesma habilidade que Salvador
Larroca para criar designs mais arrojados de armaduras e outros aparelhos de
alta tecnologia em sintonia com as tendências do nosso tempo.
Mas, esta é
a primeira edição, e Gillen já disse em entrevistas que pretende expandir,
literalmente, o horizonte de Tony Stark, levando-o a uma viagem através do
Universo Marvel (há histórias que se passarão em outros planetas programadas
para as próximas edições). Portanto, tem chances de melhorar. E, novamente
citando seu trabalho em
Journey Into Mystery , o roteirista costuma apresentar
histórias iniciais apenas boas, que vão melhorando a cada edição conforme são
introduzidos novos conceitos, personagens e subtramas.
Fonte: Nerd Geek
Feelings
0 Comentários