EUA, 2013, 100 páginas
Papel LWC
Editora: Panini
Talvez
os leitores mais antigos de Marvel se lembrem de uma famosa “sĂ©rie” que volta e meia aparecia nos meio dos mixes das
revistas: “O que aconteceria se…”
Nela os artistas traziam novas
visões sobre o que resultaria se eventos que aconteceram na cronologia fossem
modificados de alguma forma. Tivemos casos como o martelo de Thor ser erguido
por uma mulher, Frank Castle como Homem de Ferro, Wolverine indo para a Era
Hiboriana (pra quem nĂŁo entendeu, a era de Conan)…
Homem de
Ferro: Rapto pode ser considerada uma histĂłria similar. Talvez nĂŁo por um
detalhe: o tema não chega a ser inédito. O que aconteceria se Tony Stark fosse
mais “máquina” que humano? E se a armadura do Homem de Ferro se tornasse
consciente?
E claro, como se pode imaginar, algo
dá muito errado… E nĂŁo Ă© Tony Stark quem vai resolver. E sim seus leais amigos
Pepper Potts e James Rhodes (o que também diferencia esta aventura das outras
com temas similares).
O roteiro de Irvine Ă© bem construĂdo
e se não é um primor de inovação, ganha pontos construindo uma trama
interessante que se passa num ambiente reduzido (a Torre Stark) e fazendo uma
citação à lenda de Prometeu. Em alguns momentos o roteiro parece se perder,
inclusive com o surgimento de um personagem sem muita explicação (ao menos eu
nĂŁo entendi de onde ele veio).
A arte de Medina funciona em alguns
momentos, mas para o meu gosto Ă© escura e “suja” em excesso. Tudo bem
que a histĂłria se passa numa Torre Stark isolada, mas mesmo nas cenas de luta
as cores sĂŁo escuras e pesadas.
Mas Homem de Ferro: Rapto Ă© uma boa
histĂłria que engloba alguns temas bem conhecidos e os mostra numa nova
abordagem. Talvez os fĂŁs do Latinha curtam mais do que eu, mas com certeza Ă©
interessante ver uma histĂłria que lida com a parte “moral” do personagem.
Fonte: Quadrim
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