O
mercado de adaptações da Fox tem crescido muito nos últimos anos. Após Primeira Classe, o estúdio tem anunciado
diversos filmes, dentre os quais a conclusão da segunda trilogia dos X-Men, um
filme do Deadpool e um reboot do Quarteto Fantástico. Agora, Simon Kinberg,
produtor da maioria dos filmes, fala mais uma vez sobre o universo compartilhado
da Fox, oferecendo diversos detalhes novos. Confira!
Falando sobre Dias de um Futuro Esquecido, houve um grupo de fãs
que desdenhavam do visual do Mercúrio no filme. Entretanto, após o lançamento
do filme, o personagem chegou a ser chamado de destaque e foi um dos favoritos
pelos expectadores. Você sente orgulho sobre essa mudança de recepção e tem
planos para usar o personagem em filmes futuros?
Sim,
estou muito orgulhoso com a maneira que ele se sobressaiu no filme, e acho que
o maior crédito se deve a Bryan Singer.
Apenas
para relembrar, eu escrevi o roteiro original, e antes de Bryan vir a ser o
diretor, aquele papel era de um jovem Fanático, e não do Mercúrio. Bryan leu o
roteiro e disse que achava que já tínhamos visto o personagem ter seus poderes
explorados em X-Men 3, e que queria um novo mutante. Ele fez uma lista e
escolheu Mercúrio, pois tinha uma visão clara para o personagem e seu poder em
cena. Ele viu alguns vídeos de fotografia de alta velocidade no youtube e sabia
como fazer a cena.
E
você sabe, quando se está fazendo um filme, especialmente um assim, há sempre
muitas críticas. Todos reclamam baseados em fotos tiradas sem nenhum contexto,
ou outras coisas que nem sequer estão no filme. Mas mostrando o filme para
amigos e família, e desde a primeira exibição, a cena da cozinha recebeu uma
recepção incrivelmente positiva, o que não me deixou preocupado para o
lançamento.
Então
sim, eu amo a maneira como o personagem acabou sendo, e amo ter ele como
personagem. Definitivamente queremos ver mais dele. Foi muito bom de se
trabalhar, e sempre há uma energia diferente em trazer outros personagens para
a tela. Para mim, o que há de melhor no Mercúrio não é só seu poder, mas sua
atitude, que é diferente de qualquer X-Men que já vimos no cinema.
Além da franquia dos X-Men, você também está envolvido na do
Quarteto Fantástico, e no caso é um reboot total, assim como Dias de um Futuro
Esquecido usou algumas manobras para renovar a série. Você sente que esses
métodos são mais arriscados ou difíceis de se executar, ou é apenas questão de
com qual propriedade você está lidando?
Acho
que varia. Não acho que existe uma regra dura e rápida. Como roteirista,
especialmente, sinto como se fosse tudo difícil. O desafio com esses universos
grandes é que, primeiro, existe muito material para se inspirar. Você tem que
fazer decisões sobre o que quer incluir e excluir.
E
em segundo lugar, há muita pressão. Quando está apenas contando uma história,
quer se focar em tentar contar a melhor história possível.
Sabe,
nós meio que fizemos um reboot com Primeira Classe. Obviamente,
não foi o mesmo que apagar a cronologia e começar com novos personagens, mas
começar do zero com os personagens mais novos.
Eu
não sei. Digo, acho histórias de origem mais fáceis de se contar, apenas porque
você tem um primeiro ato já definido, sabe? Os personagens precisam se conhecer
e se transformar em um certo ponto, e então reagir às transformações. É
diferente quando está usando personagens em suas vidas já formadas. É, para
mim, mais complicado, e talvez um pouco mais complexo.
Sobre Quarteto Fantástico, ouvimos muitos rumores sobre um
possível crossover entre as franquias. Ouviram algo disso no estúdio, e se
ouviram, é algo em que você se interessa?
Para
ser honesto, estou focado em cada um dos filmes. Estou focado em Quarteto e
tentando fazer o melhor filme possível. E estamos nos preparando para X-Men –
Apocalypse, então são meio que dois trabalhos em tempo integral.
Amo
os personagens de Quarteto Fantástico, e amo o novo elenco. E obviamente amo os
personagens e o elenco de X-Men. Então, hipoteticamente, a noção de colocá-los
em um único filme é intrigante, e há coisas divertidas que foram feitas nos
quadrinhos. Então não é algo fora de cogitação.
Há um burburinho sobre um filme solo do Gambit. Quais personagens
que você escreveu para X-Men que você acha que mereçam seus próprios filmes
solos, além de Gambit, e claro, o Wolverine?
E
o Deadpool.
E o Deadpool, claro.
Deadpool
terá seu próprio.
Todos
os personagens são intrigantes para mim. Não acho que quero necessariamente
filmes solo, mas se está perguntando meus personagens preferidos, Magneto
sempre foi um deles. É meu personagem favorito de quadrinhos, e amo o que
Fassbender fez com ele.
Acho
que há vários personagens realmente intrigantes. Raven é muito fascinante e
acho que a maneira na qual a construímos agora, meio que como filha de Charles
e Erik. Alguém que carrega as duas filosofias e também é independente. Acho que
pode-se falar isso sobre muitos deles.
Parte
do que eu amo é sobre nivelar a densidade dos roteiros dos X-Men. Dias de um
Futuro Esquecido, para mim, é o melhor exemplo disso até agora. E fizemos algo
com uma história muito maior do que a contada em duas horas. Há muito desenvolvimento
de personagem, mesmo com 10 personagens principais. Não sei, adoro os filmes de
equipe, mas os quadrinhos certamente nos mostraram que dá para contar algo
próprio de qualquer personagem.
Você mencionou o filme do Deadpool. Tem algum envolvimento nisso
ou está coordenando algo nos filmes dos X-Men?
Há
definitivamente um tipo de plano que estamos falando sobre os X-Men e seu
universo. E o Deadpool é parte disso. Então sim, acho que faz parte da
cronologia e do processo desses filmes, os quais alguns são inspirados pelos
quadrinhos e outros pela própria maneira como a Marvel tem tratado os seus
próprios filmes, montando uma grande tapeçaria e juntando tudo, mesmo que cada
filme seja independente. O mesmo plano nos guia com os X-Men na Fox.
Olhando para Apocalypse, há geralmente dois tipos de história
envolvendo o personagem: uma na qual ele sequestra algum X-Men e o transforma
em seu cavaleiro e Era do Apocalipse, que se trata de outra realidade e
cronologia, assim como Dias de um Futuro Esquecido. Qual das duas vocês estão
procurando seguir, ou até mesmo as duas, ou estão tentando fazer algo fora do
que se espera para o personagem?
Não
quero me aprofundar pois ainda estamos no processo de fazer nossas decisões
criativas, mas acho que direi que, sempre tentamos honrar nossas histórias
favoritas, e serei bem vago quanto a isso. Há coisas que serão originais, e
coisas que os fãs reconhecerão dos quadrinhos, e algo que crescerá dos
personagens e de suas dinâmicas em Primeira Classe e Dias de um Futuro
Esquecido.
Tem alguma história favorita envolvendo o personagem?
[Risos]
Acho que contar isso seria entregar de bandeja. Honestamente, adoro falar isso
mais descontraído, mas sinto que, por estarmos ainda fazendo decisões, e como
fã – acho que as pessoas querem saber das coisas, mas não quero revelar muito e
deixar os fãs serem surpreendidos. Acho que é como fizemos com Dias de um
Futuro Esquecido. Obviamente as pessoas conheciam a história principal, mas
aprenderam lentamente algumas das decisões que fizemos ao longo do processo. E
acho que foi divertido. Foi também orgânico para nosso processo, com Bryan
Singer e Lauren Shuler Donner, e com os atores. Evolui. Evolui assim que
acontece, pois estamos abertos para qualquer ideia boa e nova. Apenas fico em
silêncio e você verá.
Fonte: Legião dos Heróis
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