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Triunfo & Tormento

image_galleryLançada originalmente em 1989, podemos dizer que esta história faz uma ponte entre o modo de se fazer quadrinhos até os anos 80 e depois disso. Não entrando no mérito da qualidade, visto que coisas sofríveis foram escritas nos anos 90 (e ainda hoje são!), os roteiros foram sendo aprimorados para algo mais do que “vamos criar um motivo qualquer para os personagens se encontrarem, ninguém vai se importar se é um bom motivo”, como já era tradição da indústria dos quadrinhos. Assim surgiram os crossovers. O que importava era reunir dois ou mais heróis contra seus vilões. Ou em um torneio organizado por um ser mais poderoso, que exigia o confronto para saber quem era melhor. Foi assim com o Torneio de Campeões, Guerras Secretas e o início de Triunfo e Tormento.

Através da cômica figura do Mestre Gêngis, mago supremo da Terra, a trama envolve figuras tão diferentes, mas com a magia como elemento em comum, quanto o Dr. Destino e o Dr. Estranho. É então formada uma competição que realmente só serve à trama para que os dois possam se juntar e depois enfrentar o maligno Mefisto, nada mais. Ah, sim, também define o novo Mago Supremo, que não deve ter sido uma surpresa tão grande na época da publicação da história tanto quanto não é agora, ainda mais sabendo que um dos personagens é conhecido por esse título.
A segunda metade do álbum é a verdadeira história, a busca de Destino pela alma da mãe. E logo fica claro que, apesar de seu nome vir depois no título, ele é o protagonista. Conhecemos um pouco mais da sua família, a motivação por trás da investida ao inferno é toda dele e é só com ele que nos importamos quando tudo chega ao fim.

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Fora alguns absurdos, como Destino usar tecnologia para aprender magia instantaneamente e causar “altas confusões” no reino de Mefisto, é uma boa história de Roger Stern. Há um clima, como dito acima, de quadrinhos sem pretensão no início, mas o leitor é conduzido mais tarde a se aprofundar nos sentimentos de Von Doom (sim, ele parece ter e não fica forçado). A arte de Mignola, pré-Hellboy, é muito boa, embora ainda inferior a quem conhece seus trabalhos seguintes. Mas dificilmente outro desenhista conseguiria criar o clima de magia e sobrenatural tão bem quanto ele. As cores de Badger ressaltam isso.

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Enfim, Triunfo e Tormento é um ótimo álbum para se guardar, principalmente se você cansou de ver propagandas dele nos gibis dos anos 90 com esse encontro tão esperado de personagens ímpares do Universo Marvel. Uma republicação da Panini, que com certeza muitos leitores pediam.

Fonte: Quadrim


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