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Planeta Marvel NOW: Guardians of the Galaxy #1

[o artigo abaixo contém spoilers]

Roteiros de Brian Michael Bendis
Desenhos de Steve McNiven
Arte-final de John Dell
Cores de Justin Ponsor

E finalmente chegou a hora da estreia oficial do novo título dos Guardiões da Galáxia. Depois da edição 0.1, que contou a origem dePeter Quill, o Senhor das Estrelas, e sua treta com o Rei J’son, seu pai, nesta edição Brian Bendis não perde tempo e bota pai e filho frente a frente num bate-boca que envolve a segurança da Terra no meio da “tapeçaria cósmica” da qual faz parte.

Guardians of the Galaxy v3 001-000

A discussão entre Peter e o Rei de Spartax é por conta de uma reunião recente entre diversos representantes de impérios galácticos, que resolveram proibir qualquer incursão à Terra. Peter é perspicaz o bastante pra sacar que isto teria o efeito contrário, e transformaria o nosso planeta num alvo, e que a declaração do Conselho de Impérios Galácticos seria encarada como um desafio pelas raças alienígenas que cospem em qualquer coisa vinda daqueles “imperialistas alienígenas malditos que se acham os donos do universo”.

Este ponto também levanta uma questão pertinente, que é: qual exatamente é a ligação, se é que há alguma, entre esta reunião do Conselho de Impérios e a ameaça da qual aqueles aliens vistos em Avengers #5 estavam fugindo? Seria este o motivo por terem isolado a Terra: ver o circo pegar fogo do lado de fora?

Neste primeiro número não dá pra deduzir muita coisa, pois Bendis se preocupou mais em mostrar os Guardiões salvando o traseiro do Homem de Ferro, que é pego de surpresa por um ataque de badoons. A sequência é bem frenética, e cumpre muito bem o propósito de mostrar a equipe em ações coordenadas, ensinar o básico sobre cada membro, e o quanto eles se importam uns com os outros, indicando para o leitor novato que já são uma equipe há algum tempo. Por enquanto nada de estabelecer motivações e se aprofundar na personalidade de cada um. Muitos tiros de laser, explosões, badoons decapitados, e um guaxinim falante empunhando armas maiores que seu corpo, se divertindo muito com tudo isto, e resgatando uma lasca que sobrou de seu parceiro planta humanóide para replantá-lo mais tarde (acho que deu pra saber quem se destaca mais nesta edição, certo?).

Edição divertida e rápida de ler, com desenhos muito bons de Steve McNiven, que representa mais um bloco da, até aqui, bem sucedida revitalização dos quadrinhos cósmicos da Marvel.


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