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Dentre as histórias
que poderiam se conectar à história principal de “Ano Zero” a de James Gordon foi
a mais óbvia. E de longe uma das mais bem contadas até agora. O autor John Layman –
aliado ao desenhista Jason Fabok –
vem mostrando um trabalho cada vez melhor no universo do Batman, e em “Detective Comcis Vol.2 #25” ele consegue fazer algo
que parecia impossível: contar uma história com um coadjuvante do “bat-verso”
tão boa quanto a história principal que se desenrola no título “Batman Vol.2” (comandado por Scott Snyder e Greg
Capullo).
Ficha Técnica:
Roteiro: John Layman
Arte: Jason Fabok
Cores: Tomeu Morey
Capa: Jason Fabok & Blond
Roteiro: John Layman
Arte: Jason Fabok
Cores: Tomeu Morey
Capa: Jason Fabok & Blond
Quando o Batman estava começando a agir em Gotham City , seis anos
antes de Clark Kent se mostrar ao mundo como Superman e inspirar gerações
inteiras de super-heróis, o Tenente James Gordon, do Departamento de Polícia de
Gotham City, sofria ao tentar resolver crimes violentos cheios de pistas
escassas. Para piorar, todo o departamento da polícia era tomado de oficiais
corruptos e envolvidos com os mais sombrios criminosos do submundo da cidade
mais perigosa dos Estados Unidos.
Layman convida o
leitor a acompanhar a jornada de Gordon na solução de um crime complexo
envolvendo toda uma folha de pagamento de oficiais corruptos, criminosos
influenciados pelo surgimento do Capuz Vermelho e
um novo grupo de mascarados ainda mais violento que os ladrões
rubro-encapuzados. Fala-se nas ruas de um homem chamado Máscara Negra e
de uma possível tentativa deste homem de elaborar um império criminosos ainda
mais vasto que o do Capuz Vermelho. É só aí que Gordon tem a verdadeira noção
de quão podre é a cidade em que ele se enfiou para ser policial. Transferido de
Chicago, o Tenente só é salvo por sua perspicácia e por um pouco de sorte.
Com um texto convidativo, instigante e poderoso, Layman
entrega aos fãs uma das melhores história do Batman do ano, mesmo que ela mal
figure o personagem em si.
Gordon é um personagem tão complexo e multifacetado quanto o
Homem-Morcego. É bom ver um autor saber aproveitar esta qualidade do
personagem, ainda mais quando ele é acompanhado de um artista tão criativo e
poderoso quanto ele.
Fonte: Terra Zero
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