Sejam bem-vindos à Força de Aceleração!
Quando visitamos o universo dos Novos 52 pela
última vez, a Galeria tinha
nocauteado o Flash, mas todos
ficaram estupefados diante de uma inesperada invasão de gorilas a
Central City!
Roteiro: Francis Manapul e Brian Buccellato
Arte: Francis Manapul, Marcus To (#15) e Ryan Winn (#15)
Cores: Brian Buccellato e Ian Herring (#13 e #15)
Editores originais: Chris Conroy e Matt Idelson
Publicação original: Flash #13 a #17 (dezembro de 2012 a abril de 2013)
Publicação nacional: Universo DC #13 a #17 (julho a novembro de 2013) – Panini Comics
Arte: Francis Manapul, Marcus To (#15) e Ryan Winn (#15)
Cores: Brian Buccellato e Ian Herring (#13 e #15)
Editores originais: Chris Conroy e Matt Idelson
Publicação original: Flash #13 a #17 (dezembro de 2012 a abril de 2013)
Publicação nacional: Universo DC #13 a #17 (julho a novembro de 2013) – Panini Comics
Gorilas por todos os lados
Os gorilas falantes
chegaram a Central City caçando o Flash, obrigando a Galeria a interromper a sua briga com ele e
acordá-lo, para que Barry possa lidar com os gorilas enquanto eles fogem,
afinal, essa briga não é deles. Porém, ao tentar fugir eles também são atacados
pelos gorilas, e acabam percebendo que a cidade também é deles, e que
precisavam ficar e lutar pela cidade deles. Assim, a
Galeria se une ao Flash no esforço de proteger a cidade e os inocentes da
invasão símia.
Nesse ponto podemos
perceber mais uma vez o respeito que Manapul e Buccellato têm pelos vilões da Galeria. Eles não
são típicos vilões megalomaníacos, eles têm uma rixa pessoal com o Flash, mas, quando a cidade
deles é ameaçada, eles deixam tudo de lado e se aliam até ao seu maior inimigo
para salvá-la. Vimos isso
na última coluna, com William Messner-Loebs no
pós-Crise, e vemos também aqui nos Novos 52. Felizmente, essa complexidade moral é uma
característica marcante da Galeria, e os bons roteiristas do Flash sempre
conseguem trabalha-la bem.
Ao contrário da
Galeria, o Trapaceiro não tem essa moralidade toda, e está
procurando apenas salvar a sua pele. Assim, ele vai até o Rei Grodd e oferece
seus serviços para mostrar a cidade, que ele conhece como a palma da sua mão.
Mas Grodd não está disposto a se aliar com os fracos humanos, o que gera a cena
mais chocante de todo esse arco: Grodd arrancando o
braço estendido pelo Trapaceiro! Alguns podem dizer que foi uma cena feita
apenas para chocar, mas foi exatamente isso o que ela me causou. O Trapaceiro é
apenas um garoto, e vê-lo tendo o braço arrancado por um gorila é uma coisa que
eu absolutamente não estava esperando.
Outra preocupação que
os roteiristas tiveram foi de criar uma desculpa convincente para deixar o exército de fora da cidade, pois isso facilitaria muito
o trabalho do Flash. A situação criada, então, foi que o último dos anciãos da Cidade Gorila estava controlando mentalmente um
estádio lotado de pessoas, a fim de criar uma ilusão de
que a cidade estava em chamas e tomada pela radiação, o que impedia qualquer um
de entrar nela.
Solovar
No meio de toda essa
confusão, o Turbina (que havia fugido da Força de
Aceleração) entra em contato com Patty Spivot, dizendo que Barry Allen está vivo,
e ele poderia levá-la até ele. Patty fala com o Capitão Darryl Frye,
a referência paterna de Barry, e o Turbina diz que guiará os dois, mas não sem
antes visitar o zoológico! O Turbina estava atrás
de Solovar, o primeiro
gorila a ser tocado pela Força de Aceleração. Ele havia vislumbrado o futuro, e
viu que Grodd seria uma ameaça. Por isso, Solovar voltou no tempo,
através da Força de Aceleração, e tentou avisar Barry
da ameaça futura. Mas ele voltou demais no tempo, e acabou encontrando Barry
ainda criança, em um safari com sua mãe. Assim, Solovar foi capturado e preso
no zoológico.
A história de
Solovar nos Novos 52 é diferente da original, pois esta não envolve a Força de
Aceleração. Mas, se tirarmos esse detalhe, ela acaba sendo bastante similar. Na Era de Prata,
Solovar também foi capturado por humanos e preso em um zoológico em Central City. Grodd
se tornou conhecido pela humanidade ao ir até a cidade atrás do segredo do poder mental de Solovar (veremos essa história na
próxima coluna sobre a Era de Prata). Aqui a historia se repete, com a
diferença que Grodd não estava atrás do poder de Solovar, mas do poder do
Flash, o que não impediu que os dois gorilas também se encontrassem em Central City. Aliás ,
outra curiosidade é que o nome original desse arco dos Novos 52 é “Gorilla Warfare”, o mesmo nome da história que mostra a morte de Solovar no pós-Crise (JLA Annual #3 – 1999).
Turbina, Patty
Spivot, Darryl Frye e Solovar vão então atrás do Flash, que neste momento estava
lutando, e perdendo, de Grodd.
Mesmo com sua velocidade, o Flash não estava conseguindo atingir Grodd, que
também estava tomado pela Força de Aceleração e, portanto, se equiparando a ele
em velocidade. Com
isso, Barry perdeu sua vantagem, pois no corpo-a-corpo um gorila obviamente
leva a melhor.
Para salvar o Flash,
Solovar se lança sobre ele quando Grodd vai cravar uma placa de trânsito no seu
peito, recebendo o golpe, mas ainda se mantendo vivo. O Turbina ataca Grodd e
ele estranhamente perde a
sua conexão com o Força de Aceleração, o que o obriga a fugir para o
laboratório do Doutor Elias, em busca de mais poder. Porém, na briga o uniforme
de Barry se quebrou, e Patty acaba descobrindo que seu namorado supostamente
morto na verdade é o próprio Flash!
A descoberta da identidade de Barry
por Patty foi feita de uma maneira incrivelmente inesperada, pois depois da
edição #10 (onde Barry quase contou a verdade pra ela, mas chegou à conclusão
que era melhor que ela não soubesse) parecia que os roteiristas estavam
determinados a não abrir mão da
identidade totalmente secreta. Mas, mais uma vez, foi apenas um subterfúgio para
enganar os
leitores e a revelarem quando todo mundo menos esperasse. E, assim, eles trazem
de volta outra tradição dos Flashes, a de revelar sua identidade às namoradas,
evitando o trabalho de inventar mentiras para encobrir o seu trabalho heroico.
A mente sempre será mais rápida
Enquanto estava se
recuperando no hospital, Barry Allen utilizou seu poder para pensar em diversos cenários de confronto
contra Grodd, mas todos terminavam em vitória para o gorila. Ele então se
lembra do conselho de Solovar (“a mente será sempre mais rápida”), e força
ainda mais a sua mente até finalmente chegar a uma solução. Correndo até Grodd,
o Flash transporta os dois para dentro da Força de Aceleração, onde ele é o soberano,
possuindo poder quase ilimitado. Grodd é pego de surpresa e fica ainda com mais
raiva, pois ele achava que era seu direito de nascença possuir a Força de
Aceleração. Com isso, o Flash consegue derrotá-lo facilmente, deixando-o preso
dentro da Força de Aceleração e voltando para Central City.
Porém, ele não volta
sozinho, pois ao chegar lá ele acabou encontrando Íris West e as outras pessoas que haviam sido
tragadas na primeira vez que Barry visitou o local (em Flash #7). Ao resgatar
essas pessoas, os roteiristas trazem a tensão de ter Íris West por perto, formando o
triângulo amoroso juntamente com Patty Spivot, e ainda conseguem dar uma
explicação plausível para Barry retornar sua identidade dos mortosao dizer que ele
também estava preso junto com os outros, já que a mente deles ficou enevoada no
período em que estiveram dentro da Força de Aceleração.
Enquanto o Flash
enfrentava Grodd, a Galerialidava com os gorilas que invadiram a cidade.
Eles descobriram que o estádio estava sendo usado para manter a ilusão e
impedir o exército de entrar na cidade. Assim, eles coordenam um ataque
juntamente com o Mestre dos Espelhos, para libertar as pessoas da máquina que
estava gerando a ilusão. Com a ajuda do Turbina, que eles convidam para integrar a equipe, a
máquina é desligada e a ilusão desfeita. O exército entra na cidade e obriga os
gorilas a fugirem, agora que seu líder está derrotado. Aliás, eles acham que
Grodd os abandonou, e levam um ferido Solovar com eles, vendo nele uma figura
de liderança melhor do que Grodd.
Conclusões
A Guerra dos Gorilas é uma história que vem sendo
construída há algum tempo, desde que o Flash entrou na Força de Aceleração pela
primeira vez e foi jogado para a Cidade Gorila. Essa integração dos plots é um
dos grandes méritos da dupla Manapul e Buccellato, pois deixa a história mais
coesa, mais fluida e muito mais interessante de se ler. A ligação dos gorilas
com a Força de Aceleração também foi uma ideia excelente, pois torna a
mitologia deles intrinsecamente atrelada ao Flash, tornando o universo do
personagem ainda mais rico.
No final do arco, eles conseguem
restabelecer o status quo das primeiras edições, com a volta de
Íris e o restabelecimento da identidade de Barry. Fazer Barry assumir uma nova
identidade, distanciando-o da polícia e de seus dois amores foi interessante, e
poderia ter sido explorado mais. Porém, é sempre bom voltar ao básico, e agora
teremos uma situação um pouco diferente, pois Patty Spivot sabe a identidade secreta de Barry Allen.
No final da edição #17 temos ainda o primeiro vislumbre do novo Flash Reverso, com um uniforme completamente re-imaginado e assustador.
Aguardem ansiosamente as próximas edições!
Fonte: Terra Zero
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