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Odisseia Cósmica de Jim Starlin e Mike Mignola: Novos Deuses e Velhos Monstros!

Revisitando a clássica minissérie “Odisseia Cósmica”, onde mais uma vez os Novos deuses de Jack Kirby mudam para sempre o destino dos mortais!

ODISSEIA
E quem bebeu dessa fonte foi o escritor Jim Starlin. Famoso por suas histórias espaciais e também por ter sido a mente por trás da memorável “Morte em Família”, onde Jason Todd, o segundo Robin é assassinado pelo Coringa. (Tudo bem que ele ressuscitou anos depois, mas por um longo tempo essa história teve um peso sobre toda a trajetória seguinte do homem morcego, sem contar no impacto que causou na época).
Mike Mignola? Você sabe; artista fantástico, criador do Hellboy, personagem de grande sucesso da Dark Horse nos quadrinhos e no cinema. Mas antes disso ele realizou trabalhos memoráveis, tanto para a Marvel quanto para a DC.
Mas, voltando à Odisseia, temos aqui uma legítima HQ de super-heróis que honra a memória do velho Kirby, e vale ter guardada na estante. Alguns dos acontecimentos ecoam no universo DC até hoje, inclusive dentro dos Novos 52, como o fato do planeta Xanshi ter sido totalmente destruído devido a arrogância do Lanterna Verde John Stewart e as sequelas emocionais que isso lhe causou.
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Essa versão tem uma interpretação própria de Jim Starlin sobre a Antivida. Em sua visão, a mesma trata-se de um ser de poder absoluto que vive às margens da realidade; ele teria sido criado pela mesma guerra que destruiu o mundo dos velhos deuses, subsequentemente dando origem a Nova Gênese e Apokolips, lar de Darkseid.
A história tem uma premissa simples: Metron dos Novos deuses, com sua fome insaciável de conhecimento, encontra uma forma de entrar em contato com a Antivida, mas é surpreendido por sua aparente onipotência e consegue escapar dela por pouco, porém com sua mente  terrivelmente danificada. O problema é que ao escapar, ele abriu uma brecha nas dimensões, possibilitando a Antivida a enviar quatro espectros para a nossa realidade. Darkseid resgata  Metron e o leva para Nova Gênese, formando uma aliança improvável com os Novos deuses, pois eles descobrem que esses quatro espectros pretendem aniquilar quatro sistema estelares específicos, e conforme explica Darkseid: “A gravidade é o cimento que mantém todas as coisas coesas, inclusive as galáxias. A via láctea é uma joia de equilíbrio precário, milhões de estrelas interlaçadas e interdependentes. Dos quatro sistemas estelares  na tela… destrua dois deles e a via láctea irá ruir sobre si mesma”.
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A destruição total possibilitaria então a livre entrada da Antivida na nossa realidade.
Para impedir essa tragédia, foram convocados os heróis da Terra e de outros planetas para deter a ação dos espectros e salvar o universo. Os escolhidos foram J´onn J´onzz, Estelar, Lanterna Verde (Stewart), Superman, Batman e Jason Blood, hospedeiro do demônio Etrigan (Outro legado de Kirby para a DC). Além disso eles tiveram apoio direto dos Novos deuses Órion, Lightray ( batizado no Brasil como “Magtron”), Forrageador e o aventureiro espacial Adam Strange.
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Apesar da já citada premissa simples, a história prende. Jim Starlin estava em plena forma, os diálogos podem não ser geniais, mas convencem. E a arte de Mignola dá o toque sombrio que ela precisava. Temos alguns momentos tensos, como o sacrifício de Jason Blood ao aceitar se unir novamente a Etrigan, o duelo moral de Superman e Órion e a dinâmica bem construída entre Batman e Forrageador, que morre para salvar a Terra, e mesmo sendo um personagem praticamente desconhecido, causa impacto com sua partida.
Mesmo fugindo do conceito original de Kirby para a Antivida, essa minissérie merece todos os créditos por ser uma aventura divertida e bem feita, diferente de alguns recentes trabalhos de Jim Starlin com os Novos deuses, que deixaram muito a desejar. Esse conceito original idealizado por Kirby de que a Antivida seria uma forma de controle mental em massa, foi resgatada por Grant Morrison em sua “Crise Final“, que em sua essência nada mais é do que uma releitura da obra do mestre. Um retorno à Fonte.

Odisséia Cósmica, foi republicada pela Panini em um encadernado, contendo alguns extras.
Vale a pena reler sem compromisso e sem culpa. Está na minha lista de clássicos preferidos dos anos 80.

Fonte: O Santuário

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