Mesmo com mudanças editoriais
polêmicas que resultam em baixas vendas ou em protestos dos leitores, a Editora
Marvel nunca
parece arrepender-se ou envergonhar-se de suas grandes sagas, promovendo
releituras e homenagens em edições especiais.
Em 2007, a
personagem Massacre, que originou a saga Massacre Marvel, ganhou uma edição
especial comemorativa (no Brasil, publicado em Marvel Apresenta
nº 36) de dez anos da série, com o lápis do mestre Rob
Liefield. A conturbada Saga do Clone do Homem
Aranha, que durou dois anos entre 1994 e 1996, foi revista por
seu roteirista em um especial em 2009 (no Brasil, publicado em A Teia do Homem-Aranha nº
4) que apresentava uma edição editada e definitiva da história do Aranha
Escarlate.
Lançado em
2009 e publicado no país em
Marvel Especial nº18, o universo 2099 é retomado em uma série
especial em quatro partes acrescidas de duas edições únicas de Homem
Aranha e Wolverine.
A história
tem como ponto de início o batido conceito da viagem no tempo. Jake Galows, o Justiceiro de
2099, viaja para o tempo presente a fim de prender diversos heróis por seus
crimes e acaba enviando Wolverine e Homem Aranha para o futuro distópico de
onde saiu. O resultado é a possível destruição do fluxo do tempo, que deve ser
parada antes que seja tarde.
Como
costumeiro em diversas séries do estúdio, estão presentes como destaque as duas
estrelas mais conhecidas do time: Wolverine e Homem Aranha. Os mesmos heróis
estrelaram, em 2010 (no Brasil, publicado em Grandes Heróis Marvel ,
Panini Comics, nº 1 e 2), uma série em conjunto em que também eram deslocados
do espaço/tempo presente e caíam em uma terra desconhecida.
As
personagens são as cartas coringa do estúdio que, em qualquer história em que
desejam aumentar as vendas, realizam uma participação dos heróis. Não à toa, já
foi constatado que, em alguns meses, Wolverine aparece na capa de mais de vinte
edições da casa.
Como
costumeiro em edições especiais de releituras ou homenagens a sagas, o roteiro
é composto de maneira burocrática somente para agradar os fãs já iniciados nas
histórias. As personagens surgem em excesso e um conflito mínimo – o encontro
de passado e futuro em um mesmo tempo cronológico – termina de maneira abrupta
na última edição.
Não que não
haja uma base que sustente a história. Mas ela é tão similar a diversas outras
histórias do estúdio, que permanece sem destaque. As duas edições solo de Homem
Aranha e Wolverine são um pouco melhor executadas, mas, novamente, apresentam o
estilo costumeiro que conhecemos. Resultando em uma leitura que não chega a
ofender pela qualidade rasteira, mas que será esquecida logo após o término.
Fonte: Vortex Cultural
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