Logo criado por Jorge Luís

Planeta Marvel NOW: X-Men #1

Roteiro de Brian Wood
Desenhos de Olivier Coipel
Arte-final de Mark Morales e Olivier Coipel
Cores de Laura Martin
A ideia desta série, pelo menos inicialmente, é que as histórias girem em torno de uma equipe de heroínas mutantes, o que esta primeira edição cumpre muito bem. Com exceção do único personagem masculino que ganha falas e alguma importância na história, a maior parte dela é dedicada às X-Women (e talvez a Marvel só não tenha concordado com este título por não ser uma marca tão forte quanto X-Men, embora fosse o mais adequado aqui).
X-Men-v4-001-(2013)-(Digital)-(Nahga-Empire)-01
Tudo começa com Jubileu – sim, aquela mesma garota que tinha poderes de soltar fogos de artifício no desenho animado da década de 1990 – fugindo da Europa para os Estados Unidos carregando um bebê que sobreviveu a uma explosão causada pela queda um meteoro (!). Mais adiante na história descobrimos que este meteoro escondia a fonte da ameaça que será enfrentada pela equipe neste primeiro arco: uma cepa de bactérias que na verdade compõem um mesmo ser vivo chamado Arkea.

Arkea, por sua vez, é irmã de John Sublime, outra cepa de bactérias com bilhões de anos de vida, capaz de assumir o controle de hospedeiros humanos, que tem como principal objetivo extinguir a raça mutante, basicamente porque é a única que ele não pode infectar e controlar. Sim, o conceito é meio viajado, mas creio que basta dizer que Sublime foi criado por Grant Morrison durante sua passagem pelo título New X-Men (que não existe mais). Brian Wood pegou este conceito e o expandiu, estabelecendo que Sublime, nos primórdios da vida na Terra, teve uma “irmã gêmea bacteriana” que ele tirou de seu caminho para evoluir e prosperar.

Mas, voltando às X-Women, durante sua viagem de volta aos Estados Unidos, Jubileu desconfia que está sendo seguida por alguém, e decide buscar abrigo na Escola Jean Grey Para Estudos Avançados. Isto deixa suas colegas X-Men preocupadas a ponto de resolverem mandar uma equipe para descobrir o que está acontecendo, e protegê-la.

Disto resulta a seguinte divisão: Tempestade, Vampira e Kitty Pryde vão ao encontro de Jubileu, enquanto Rachel Grey e Psylocke ficam cuidando da escola, que recebe a visita de John Sublime. É a partir desta visita que o leitor descobre a natureza da ameaça que vem se aproximando no horizonte, e que tem ligação com o bebê que Jubileu traz consigo, o qual é um hospedeiro de Arkea, que é capaz de controlar qualquer tipo de tecnologia.
A história é introdutória, e concentra-se mais em estabelecer o cenário, pouco explorando cada uma das personagens, o que deve acontecer nas próximas edições. A única cena de ação é a que Vampira, Kitty e Tempestade precisam parar um trem em movimento em rota de colisão com outro, após o primeiro ser desviado por Arkea por motivos não muito claros até o momento, que está longe de ser espetacular.

De início o que mais chama a atenção, e desperta o desejo de continuar acompanhando a série, são os desenhos de Olivier Coipel, um artista que sempre foi muito competente, cujos traços finos, delicados e elegantes são perfeitos para retratar personagens femininas. Espera-se que Brian Wood, um escritor do qual li poucos trabalhos, mas que costuma manter um bom nível de qualidade em suas histórias, consiga tornar uma equipe totalmente formada por heroínas relevante o suficiente para entrar no rol dos ótimos títulos de heróis mutantes sendo publicados pela Marvel atualmente, como Uncanny X-Men, All-New X-Men e Wolverine and The X-Men. É um bom começo para um título que pode crescer muito se bem conduzido.
Fonte: Nerd Geek Feelings


Postar um comentário

0 Comentários