Roteiro de Brian Wood
Desenhos de Olivier Coipel
Arte-final de Mark Morales e Olivier Coipel
Cores de Laura Martin
Desenhos de Olivier Coipel
Arte-final de Mark Morales e Olivier Coipel
Cores de Laura Martin
A ideia desta série, pelo menos inicialmente, é que
as histórias girem em torno de uma equipe de heroÃnas mutantes, o que esta
primeira edição cumpre muito bem. Com exceção do único personagem masculino que
ganha falas e alguma importância na história, a maior parte dela é dedicada à s
X-Women (e talvez a Marvel só não tenha concordado com este tÃtulo por não ser
uma marca tão forte quanto X-Men, embora fosse o mais adequado aqui).
Arkea, por sua vez,
é irmã de John Sublime,
outra cepa de bactérias com bilhões de anos de vida, capaz de assumir o
controle de hospedeiros humanos, que tem como principal objetivo extinguir a
raça mutante, basicamente porque é a única que ele não pode infectar e
controlar. Sim, o conceito é meio viajado, mas creio que basta dizer que
Sublime foi criado por Grant Morrison durante sua passagem pelo tÃtulo New X-Men (que
não existe mais). Brian Wood pegou
este conceito e o expandiu, estabelecendo que Sublime, nos primórdios da vida
na Terra, teve uma “irmã gêmea bacteriana” que ele tirou de seu caminho para
evoluir e prosperar.
Mas, voltando à s
X-Women, durante sua viagem de volta aos Estados Unidos, Jubileu desconfia que
está sendo seguida por alguém, e decide buscar abrigo na Escola Jean Grey Para Estudos Avançados. Isto
deixa suas colegas X-Men preocupadas a ponto de resolverem mandar uma equipe
para descobrir o que está acontecendo, e protegê-la.
Disto resulta a
seguinte divisão: Tempestade, Vampira e Kitty Pryde vão
ao encontro de Jubileu,
enquanto Rachel Grey e Psylocke ficam cuidando da escola, que recebe a
visita de John Sublime. É
a partir desta visita que o leitor descobre a natureza da ameaça que vem se
aproximando no horizonte, e que tem ligação com o bebê que Jubileu traz
consigo, o qual é um hospedeiro de Arkea, que é capaz de controlar qualquer
tipo de tecnologia.
A história é introdutória, e
concentra-se mais em estabelecer o cenário, pouco explorando cada uma das
personagens, o que deve acontecer nas próximas edições. A única cena de ação é
a que Vampira, Kitty e Tempestade precisam parar um trem em movimento em rota
de colisão com outro, após o primeiro ser desviado por Arkea por motivos não
muito claros até o momento, que está longe de ser espetacular.
De inÃcio o
que mais chama a atenção, e desperta o desejo de continuar acompanhando a
série, são os desenhos de Olivier Coipel, um
artista que sempre foi muito competente, cujos traços finos, delicados e
elegantes são perfeitos para retratar personagens femininas. Espera-se que Brian Wood, um escritor do qual li poucos trabalhos,
mas que costuma manter um bom nÃvel de qualidade em suas histórias, consiga
tornar uma equipe totalmente formada por heroÃnas relevante o suficiente para
entrar no rol dos ótimos tÃtulos de heróis mutantes sendo publicados pela
Marvel atualmente, como Uncanny X-Men, All-New X-Men e Wolverine and The X-Men. É um bom começo para um
tÃtulo que pode crescer muito se bem conduzido.
Fonte: Nerd Geek
Feelings
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