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Thor por Walt Simonson - Parte 1

THE MIGHTY THOR n°s 337 a 339 (Novembro de 1983 a Janeiro de 1984)
História:
- Doom – Roteiro e arte: Walt Simonson
- A Fool and His Hammer – Roteiro e arte: Walt Simonson
- Something New, Something Old – Roteiro e arte – Walt Simonson
Thor, por Walt Simonson - parte 1 A
Publicações brasileiras que apresentaram esta história:
 - Heróis da TV n° 101 (Editora Abril, Novembro de 1987), com o título “Doom!”. Revista mensal cujo título era uma alusão aos desenhos animados (ou desanimados) da Marvel… inclusive o desenho do Thor. Era a revista que mais publicava histórias do deus do trovão, além de histórias dos Vingadores, como é o caso desta (no qual o grupo faz uma participação em uma história anual do Homem Aranha). Não por acaso, Thor esteve presente nas histórias dos Vingadores dentro de Heróis da TV, o que o fazia ocupar boa parte da revista (bem… ele é filho de um cara que pode ser onipresente… logo…). O título foi mantido no original devido a ser uma brincadeira de Walt Simonson, que utiliza a palavra “doom” (destino) também como se fosse uma onomatopéia estilizada ao ponto de fazer parte da própria arte. Ou seja, por mais mirabolantes que fossem as alterações da Editora Abril… tudo tinha seu limite.
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- Heróis da TV n° 102 (Editora Abril, Dezembro de 1987), com o título “Um Tolo e Seu Martelo”. As histórias de Thor escritas por Walt Simonson estavam fadadas a ser uma espécie de carro chefe da revista Heróis da TV, tamanha era sua qualidade. A vistosa capa dessa edição é uma prova de que o deus do trovão estava ali para dominar o título mesmo. Ainda assim, a revista contava com uma história dos Vingadores e a primeira parte da minissérie do Homem-Máquina.

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- Heróis da TV n° 103 (Editora Abril, Janeiro de 1988), com o título “Renascimento”. O mix da revista é mantido com histórias do Thor, Homem-Máquina e Vingadores. Apesar de não figurar na capa dessa edição, a história do deus do trovão ainda abre como primeira história, pois era essa fase que o leitor estava ansioso para ver.
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- Marvel Saga n° 4 (Editora Abril, Abril de 1992), com o título “A Origem de Bill Raio Beta”. Se hoje temos encadernados com as melhores fases dos heróis publicadas no passado, a Editora Abril não ficava atrás na intenção. É claro que, na época em que foi publicada, a série Marvel Saga não poderia ser dar ao luxo de publicar material com a mesma qualidade gráfica e a apresentação das edições de hoje em dia (algumas dignas de figurar em livrarias). Mas ainda assim reunia histórias que ficaram marcadas entre os leitores. De fato, o personagem coadjuvante Bill Raio Beta teve carisma suficiente para se tornar querido entre os leitores, a ponto das histórias do Thor, que figuravam essa edição, serem tratadas de forma que o especial, na verdade, fosse de Bill.
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- Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor. (Editora Panini, Setembro de 2006), com os títulos “Doom”, “Um Tolo e Seu Martelo” e “Algo Velho, Algo Novo”. A fase de Walt Simonson na revista do Thor originou este especial, pela Panini, que reúne toda ela como um dos maiores clássicos já publicados com o herói. De fato, uma fase memorável que merecia esse tratamento. As duas histórias foram mantidas na mesma tradução utilizada pela Editora Abril, já a última foi adaptada para uma tradução mais literal (uma vez que essa regra foi seguida na Abril com as duas primeiras).

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Enredo e Observações:
Durante muitos meses, a revista do Thor patinou por diversos escritores e desenhistas, muitos deles apresentando trabalhos tão medianos quanto as muitas situações em que colocaram o herói. A era de Jack Kirby e John Buscema já era considerada coisa do passado. Mas ainda restava um ás na manga da editora Marvel… E esse ás se chamava… Walter Simonson.
Ele já era conhecido dos leitores de Thor, uma vez que desenhou vários números da revista na fase em que o personagem singrava o espaço a procura de seu pai desaparecido. No entanto, passado tanto tempo depois daquela época, Simonson retorna com um traço arrojado, estiloso, bem diferente dos caminhos que seguia dos desenhistas de outrora (principalmente de John Buscema). O aprimoramento de seu desenho, apesar de ousado, era agradável aos olhos do leitor e sua investida no título caiu tanto nas graças do editor chefe, que ele não só desenharia, mas também escreveria as histórias do personagem.

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Como primeira aventura, Simonson nos apresenta ao personagem Bill Raio Beta. O estranho nome vinha de um personagem mais estranho ainda. Alienígena humanóide com uma cabeça que lembra o crânio de um cavalo, Bill mostrou-se arredio e selvagem em um primeiro encontro, mas, a partir do momento em que consegue levantar o martelo encantado, mostra-se digno de andar ao lado dos deuses nórdicos.
Após “tomar” o martelo, Bill se transforma numa variante de Thor e é confundido como herói, sendo levado por Odin para Asgard. Lá, ficamos sabendo que sua história é tão cheia de bravura quanto de tragédia. Sua raça foi aniquilada por demônios espaciais, aos quais Bill passou sua existência a combater.
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Bill consegue vencer Thor em um teste e ganha nada mais nada menos que o próprio martelo encantado. Porém, Odin é um deus piedoso e decide criar um novo martelo para dar poderes a ele, ao mesmo tempo em que o antigo martelo volta para as mãos de seu filho Thor. Junto, Thor e Bill Raio Beta, dotados cada qual com seu poderoso martelo, partem para o espaço para enfrentar os demônios.
Outra personagem coadjuvante que Simonson introduz é Lorelei, espécie de irmã caçula de Encantor e tão mal intencionada quanto. Talvez o desenhista pudesse usar a própria Encantor, uma vez que Lorelei também tinha forte apelo sensual em sua aparição. A diferença, no entanto, era notável na nova personagem. Enquanto Encantor mais parecia uma perigosa feiticeira, Lorelei dava a impressão de ser uma espécie de picareta asgardiana, voltada para ambições menores, para não dizer fúteis… Instrumento perfeito para Loki utilizar contra seu irmão.

Fonte: Dínamo

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