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domingo, 29 de janeiro de 2017

Análise do Planeta Marvel: Guerras Secretas – O Cerco e Caveira Vermelha (Editora Panini)

Veja a análise do Planeta sobre Guerras Secretas – O Cerco e Caveira Vermelha, com as minisséries O Cerco escrito por Kieron Gillen e Caveira Vermelha escrito por Joshua Williamson, lançado pela Editora Panini.


Sinopse:
O Escudo é a última linha de defesa dos domínios do Deus Destino contra as ameaças das Terras Mortas. Todos que cometem crimes contra Deus são mandados para lá. Mas lendas dizem que o Caveira Vermelha, exilado para além do Escudo, ainda está vivo, e uma equipe de renegados é designada para encontrar provas de sua morte. Já no próprio Escudo, os ataques nunca cessam, e um Cerco se forma! E é dever da comandante Abigail Brand liderar a resistência!
(Red Skull 1-3, Siege 1-4)

Análise:
Antes de qualquer coisa, é bom lembrar que na época do lançamento de Guerras Secretas, o editor Tom Breevort disse que todos os tie-ins, embora levassem os títulos de grandes sagas que marcaram a Marvel, os autores teriam total liberdade de escolhas e adaptação das histórias. Deixarei esse lembrete em todas as minhas análises de Guerras Secretas.

Dito isso, Caveira Vermelha mostra um esquadrão formado por Magneto, Electro, Rocha Lunar, Soldado Invernal, Halloween e Lady Letal, sob o comando de Ossos Cruzados, que foram enviados a mando de Destino para se certificar de que o Caveira Vermelha estava realmente morto. Lendas diziam que o Caveira havia sobrevivido às Terras Mortas e seus ideais de que Destino era uma farsa começavam a se espelhar pelo Mundo Bélico. Não sou de fazer comparações, mas foi inevitável não pensar no Esquadrão Suicida ao ler as primeiras páginas dessa minissérie em três edições, onde uma equipe de vilões é enviada para uma missão suicida com coleira inibidoras de poder e com sua liberdade em jogo caso sejam bem sucedidos. O problema é que, já a partir da segunda edição, a trama muda drasticamente e se perde, a meu ver. Leitura insatisfatória.

Faz dez anos que a Comandante Abigail Brand lidera as forças de defesa do Escudo rechaçando qualquer ataque contra os domínios de Destino. Enquanto se preparavam para um novo ataque vindo do sul, uma versão futura de Kang aparece e diz que, em 20 dias o Escudo cairá e Thanos será o responsável por isso. A partir daí, um clima de tensão e perigo se instala, à medida que a contagem regressiva para os 20 dias chega ao fim, e os defensores da muralha não fazem ideia de quem é Thanos... até o dia em que ele aparece! Um dos poucos tie-ins que faz ligação direta com a saga principal. Mostra basicamente os últimos dias do Escudo e do domínio do Deus Destino sobre o Mundo Bélico. O humor sagaz de Abigail está presente do início ao fim, sendo a personagem principal. De resto, uma narrativa fluída e um roteiro que não compromete, mesmo tendo de fazer uma conexão íntima com a saga em si. Leitura recomendada.


Por Roger