Hoje teremos uma resenha tripla de Liga da Justiça #1, #2 e
#3, na qual lançaremos um olhar tão minucioso quanto descompromissado naquela
que é a pedra fundamental da nova estrutura da DC Comics Pós-Relaunch.
Aqui começa a base na qual se reinicia todo Universo DC. Esta
é a Liga da justiça, a maior equipe de super-heróis de todos os tempos. Mas por
enquanto, para o mundo eles não passam de estranhos com superpoderes. A
história começa cinco anos no passado, e é quando se dá início a Era Heroica da
DC. Esses são os primeiros encontros, as primeiras batalhas, as primeiras
aparições. Ninguém sabe o que esperar deles, nem eles próprios. Vemos os
personagens ainda dando seus primeiros passos, um pouco mais imaturos e
inseguros, cometendo erros primários de julgamento e ao mesmo tempo mergulhando
de cabeça na adrenalina dos acontecimentos.
Os novos deuses de Jack Kirby inauguram a nova era de guerras
espaciais na DC Comics Pós -Relaunch. São as forças de Apokolips e seu soberano
Darkseid que atacam a Terra, forçando uma aliança involuntária entre alguns
recentemente intitulados super-heróis. Eles mal se conhecem, e na verdade eles
nem têm certeza se querem se conhecer. Mas no meio do vendaval causado pela
invasão, acabam colocando-se todos na mesma arena.
A Terra está sendo invadida por criaturas misteriosas que
atacam diversos pontos ao mesmo tempo, espalhando caixas de tecnologia estranha
em diversos lugares diferentes, esses cubos explosivos plantados em vários
pontos da cidade, desencadeiam terríveis tubos de explosões e abrem caminho
para o exército de Darkseid na Terra. Seus objetivos ainda são incertos, mas
suas intenções hostis ficam óbvias.
Batman como sempre é o personagem soturno e o único que
realmente parece seguro de si. Pelo menos no time dos meninos, porque Diana está
radiante, está em
casa. Hal Jordan encontra-se no auge da sua inexperiência,
contando vantagem e sendo muito dependente do anel. O Superman surpreendeu pela
sua ferocidade ao atacar os demônios de Darkseid, arremessando carros e postes
contra eles, mutilando e matando muitos. Algumas pessoas podem ficar
escandalizados com a violência excessiva empregada por ele, mas eu não me
surpreendi. Eu não vejo como ele pode ficar menos heroico só porque não pegou
os demônios no colinho e ofereceu um leitinho com pera. Ele ainda é o Superman,
porque ele pode fazer todas essas coisas… mas escolheu fazer o bem, ajudar as
pessoas em vez de se voltar contra a humanidade. Não é assassinato quando você
está salvando o mundo.
A Mulher Maravilha é uma atração à parte. Diana parece ter
acabado de chegar ao mundo do Patriarcado, e tudo é uma grande novidade pra
ela. Ela nunca assistiu televisão nem comeu sorvete; é a guerreira amazona em
seu estado bruto, pronta para se juntar aos outros guerreiros e morrer lutando
se for preciso. Com um sorriso no rosto.
Mas é claro que o rei dos mares e personagem extremamente bem
sucedido do relaunch, Aquaman, não poderia ficar de fora. Ele surge de forma
imponente. Ele é o novo maior herói de todos os tempos da última semana. Mas
pretende ficar nesse posto por muito tempo. Ele aparece logo depois que um
enorme monolito se ergue do mar,
fruto das maquinações de Darkseid. Aquaman não gosta nada dessa situação e vem
tirar satisfações com o povo da superfície.
Verdade seja dita, as três edições trazem histórias bem
simples, então não espere mesmo um roteiro super elaborado, mas a revista é
ágil e divertida, não requer nenhum esforço para compreensão nem carece de
pesquisa externa para ser entendida. Não é uma obra prima literária em
quadrinhos, mas é um gibi de super heróis muito bem feito, com diálogos afiados
de Geoff Jonhs e os competentes desenhos de Jim Lee, que amem ou odeiem, nasceu
para fazer isso.
Fonte: O Santuário
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