Logo criado por Jorge Luís

Opinião do Planeta: Os Novos 52

Já se passou pouco mais de três anos desde o início dos Novos 52 pela DC Comics, e decidi escrever brevemente a Opinião do Planeta sobre essa iniciativa.

Com certeza, toda empresa precisa vender seus produtos se há de sobreviver e pagar os salários de seus funcionários, e com a DC Comics não é diferente. Por isso, a editora achou que era hora de tentar vender mais e, quem sabe, conseguir a 1ª colocação que, durante muito tempo, ficava com a Marvel Comics. Dessa necessidade veio a ideia de New 52 (Novos 52) fazendo uma alusão à 52 terras existentes dentro da editora.

Os Novos 52 foi um reboot completo sim, pois “zerou” a numeração de todas as suas revistas, inclusive Action Comics e Detective Comics. Neste caso, foi diferente de Crise nas Infinitas Terras, que não “zerou” a numeração de todos os seus títulos, como por exemplo, Tropa dos Lanternas Verdes, Novos Titãs, etc.

Quem reclamou achando que o Batman e o Lanterna Verde não foram reiniciados nos Novos 52, está enganado. A saga Ano Zero do Batman comprova que o Ano Um do Frank Miller não existe neste universo. E mesmo o Geoff Johns (que comandou os títulos dos Lanternas até a edição 20, junto com outros roteiristas) tentou dar um “jeitinho” de mostrar que, embora ele tenha continuado com a revista do Lanterna Verde de onde parou no período pré-Novos 52, com o Sinestro voltando a ser Lanterna Verde, mesmo assim, muitos heróis tiveram suas origens recontadas (como no caso do Kyle Rayner e Guy Gardner).

Sei que muitos fãs das antigas não gostaram de ver décadas de cronologia ser alterada e, em alguns casos, totalmente apagada. Mas, eu também sou leitor de HQs de heróis Marvel e DC das antigas, desde o fim da década de 70 e colecionador desde 1981, ainda com a Editora Abril, e mesmo assim, aplaudi a chegada dos Novos 52.

Para mim, tudo o que foi feito antes dos Novos 52, foi como um belo livro de vários capítulos que simplesmente chegou ao seu fim. Belo sim, pois tive o prazer de comprar nas bancas e ler em primeira mão, grandes clássicos como Batman – O Cavaleiro das Trevas Retorna, Watchmen, Ronin, Crise nas Infinitas Terras, Batman – Ano Um, Homem-Animal de Grant Morrison, Liga da Justiça (a Liga cômica), até sagas mais recentes como Crise de Identidade e 52 Semanas.

Concordo que tem muito material ruim desde a criação dos Novos 52, mas a DC está de parabéns pela coragem de, pelo menos, tentar fazer algo diferente para atrair novos leitores e reaquecer o mercado de quadrinhos – o que ela conseguiu por um tempo.

Por Roger

Postar um comentário

2 Comentários

  1. Bom post.
    Eu pessoalmente acho o mesmo que você.
    A Dc era uma grande história(e bota grande nisso) e essa história acabou.Agora temos uma nova história.
    Mas eu acho que tem bastante coisa boa nos novos 52 apesar de bastante cagadas(tinha que tirar o Caçador da Liga,mudar a origem do Duas Caras e transformar o Freeze em um louco?Um monte de vacilo.

    Ps:Eu estava sem internet por isso não comentei antes mas antes tarde do que nunca,certo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Com certeza que antes tarde do que nunca!
      Você não é somente um visitante aqui no blog ANT, é um parceiro e é da casa!
      Puxa, sem computador e sem internet, aí fica difícil hein.

      Excluir