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Resenha DC: Batman - O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?


Com o roteiro do mestre Neil Gaiman, acompanhado dos desenhos de Andy Kubert, “Batman: o Que Aconteceu ao Cavaleiro Das Trevas?” é uma das historias mais interessantes que já pude ler com o Homem Morcego. Leia agora a review desta obra incrível.

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A proposta se passa com o cenário da morte de Bruce Wayne, porém a memória lembrada pelas pessoas presentes é a do grande herói, Batman.

Este é o fim do cruzado encapuzado. Este é o fim da cruzada, a qual um único homem queria levar justiça à cidade dominada pelo caos e a insanidade de seus vilões.

A história começa com todos os oponentes de Batman em uma cerimônia no beco do crime, entre os convidados estão os maiores aliados do Morcego e até mesmo os seus maiores inimigos. Todos possuem o direito de dar seu relato sobre a morte do Batman, isto é, cada um deles expõe a sua visão particular de como ele viveu e como ele morreu.

Tudo começa com a chegada de Selina Kyle, a Mulher Gato. Ela ocupa um cargo de grande importância na mitologia do Batman, pois  esta mulher retratou com muito fervor o amor que sentia por Bruce, algo que beirava a loucura.

Selina tenta limpar Gotham a fim de que o homem de sua vida não se arrisque fazendo isso e possa viver ao seu lado, tanto que a visão dela da morte do Batman foi algo completamente pessoal e particular, sem nenhuma grande luta ou evento. Apenas Bruce Wayne e Selina Kyle.

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Alfred Pennyworth, filho de Jarvis Pennyworth, foi o segundo a demonstrar sua visão sobre seu patrão. Esta versão de Alfred é super protetora, quase como um pai de verdade.

Alfred trata o Bruce como filho diversas vezes. Ele demonstra como chegou até os Waynes, assim como cuidou do primogênito da família.

O fim, segundo Alfred, foi um descuido, o descuido mais improvável, uma simples falta de cautela e autoconfiança excessiva.

À medida que os relatos vão passando, ex-amigos e  ex-inimigos se tornam iguais, sem linhas que separam o bem do mal, sem nada que diga “Pare, pois você está errado”. Apenas a perda, apenas as existências incompletas, apenas uma lacuna que justifica a existência de alguns vilões como Coringa, cuja mente mostra mais seriedade, substituindo toda a sanidade que é sua característica.

A ideia que passa é que se “o Batman está morto, então não existe motivos para o Coringa existir”.

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Conforme o final vai se aproximando, a presença dos pensamentos do Batman vão ficando mais intensos, pois já sabemos que o próprio Batman está acompanhando seu funeral.

Já sabemos que ele realmente morreu, mas não sabemos do que ou como. A única certeza que é passada ao leitor é de que se Bruce Wayne morreu, ele morreu lutando.

Um final incrível. Acredito que as suas últimas páginas são sensacionais, mesmo com todo o tom fúnebre da história, uma vez que consegue fazer jus ao universo do morcego.

Sem mais nada a acrescentar, apenas compre este encadernado, esta é uma obra que vale a pena ter em sua coleção.




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