Logo criado por Jorge Luís

Planeta Resenha DC: Antes de Watchmen - Rorschach

Rorschach é o terceiro encadernado que chega ao Brasil com uma das minisséries que compõem o conjunto de Antes de Watchmen (Before Watchmen). Reúne as quatro edições americanas e dá continuidade à história paralela A Condenação do Corsário Carmesin.
 A história segue os mesmos moldes volumes anteriores, Coruja, e Espectral, apresentando as aventuras do temível vigilante Rorschach, ambientadas em sua base de operações, a decadente cidade de Nova Iorque dos anos 1970, que nos anos 1980 se tornaria o palco derradeiro da série original.

AW-Rorschach-A-600x917

Em Rorschach a única conexão direta com Watchmen é a própria cidade de Nova Iorque. As citações são discretas, entre elas o Ginga Diner, lanchonete frequentada por Walter Kovacs (alter ego de Rorschach).
 A história se passa em 1977, quando o vigilante já se tornou em um matador impiedoso de criminosos. Em Watchmen é explicado que ao  investigar o caso do rapto da menina Blaire Roche dois anos antes, Kovacs descobre que a criança foi brutalmente assassinada. Esse crime altera sua conduta, “transformando-o definitivamente em Rorschach”, disposto a fazer justiça e matar se necessário.
Na trama, Rorschach procura um assassino serial de mulheres, mas precisa adiar a busca quando cruza um cafetão, ex-militar, que comanda tráfico e a prostituição local. A arte de Lee Bermejo, com um traço disforme e expressionista reforça a opressão e degradação da cidade e funciona muito bem.
Detalhes simulam o estilo Moore-Gibbons, como o diário do vigilante — que começa datilografado, para só no final da história se tornar manuscrito — que filosofa e guia o leitor na caça aos criminosos.

Há muita violência mas sem ser gratuita: faz parte do câncer social do período em Nova Iorque, que Rorschach tenta combater a todo custo. Aos poucos, o roteiro de Azzarello vai detalhando não apenas as motivações que mantiveram Rorschach um violento caçador de bandidos, mas sua extrema dificuldade em lidar com outras pessoas, sobretudo as mulheres.


Fonte: O Grito

Postar um comentário

0 Comentários