Quando o advento dos super-heróis se
iniciou, ainda na Era de Ouro dos quadrinhos, os personagens conquistavam sua
cota de fãs agindo individualmente. Juntá-los em um único título, portanto, era
uma ótima estratégia para unir vários fãs seguidores em uma única revista.
Na Era de
Prata, as tendências também recomeçaram passo a passo, reformulando heróis como
Flash, Gavião Negro, Átomo e Lanterna Verde. Personagens da Era de Ouro que
foram apresentados com nova roupagem, nova origem e abençoados pelo gênero da
ficção científica. A ideia deu muito certo, mas foi com a renovação do conceito
de equipe de heróis que o sucesso e popularidade dos quadrinhos voltaram a
brilhar novamente.
Praticamente todos os principais
personagens da DC Comics já estavam reformulados e indo muito bem em vendas. Coube ao
escritor Gardner Fox (um dos idealizadores da antiga Sociedade da Justiça)
repetir o feito de reunir em um único título os heróis que faziam tanto
sucesso.
A estreia
desse novo grupo foi meticulosamente planejada para não fazer feio entre os
leitores. Desde o preço de capa com um valor abaixo dos outras revistas até
mesmo o nome do tal grupo. Para esse último item, Fox observou a popularidade
do beisebol, esporte que era a paixão dos americanos, e que os times mais
famosos dessa modalidade eram chamados de “ligas”. E dessa forma, na revista
The Brave and The Bold nº 28, publicada em fevereiro de 1960, surgiu o primeiro
supergrupo da Era de Prata: A Liga da Justiça!
Apesar de,
no decorrer dos anos, a Liga contar com as mais variadas formações e
participações de heróis, popularizaram-se como “justiceiros” os sete principais
personagens da editora até então: Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha, Flash,
Lanterna Verde, Aquaman e Ajax (o Caçador de Marte). De todos os citados, Ajax
destoava por ser o menos popular.
De certa forma Aquaman também não
tinha o brilho e destaque que os outros heróis carregavam, mas ainda assim era
auxiliado pela mídia que o popularizou fora das páginas dos quadrinhos, em uma
série de desenhos animados junto com outros heróis da casa (Elektron e Gavião
Negro, entre outros).
Ajax, ainda
assim, representava a própria ficção científica ao qual os outros foram
adaptados nesses novos tempos. Como um marciano que se vê perdido no planeta
Terra e enfrentando suas ameaças e costumes, era a mais imediata interpretação
de um bom conto de ficção.
Com o tempo,
outros heróis reformulados tiveram suas presenças nas fileiras da Liga da
Justiça. Arqueiro Verde, Eléktron (nome popularizado no Brasil, mas que se
tratava da reformulação do herói Átomo, da Era de Ouro) e Gavião Negro foram
alguns dos nomes a brilharem na Liga, que contava com uma revista em seu
próprio nome. Até mesmo o encontro com suas contrapartes envelhecidas, os
heróis da Sociedade da Justiça, que agora pertenciam a uma “outra Terra”
paralela a nossa, tornou-se uma espécie de tradição nas aventuras da Liga.
Os últimos dias da Liga da Justiça
dentro da Era de Prata foram marcados por uma mudança da própria base do grupo.
Ao invés de se reunirem em uma caverna, acompanhados pelo adolescente Snapper
Carr, em 1970, na revista Justice League of America nº 78, o grupo se mudaria
para um satélite de onde vigiariam o planeta para defendê-lo.
A
importância do surgimento da Liga da Justiça catapultou a popularidade dos
quadrinhos de super-heróis e até mesmo inspirou a criação de outro importante
grupo, o Quarteto Fantástico, que, ironicamente, foi o pontapé inicial para o
surgimento dos heróis da Marvel Comics, principal concorrente da DC Comics por
décadas.
Fonte: Impulso HQ
2 Comentários
uma Veradadeira aula de História da Liga e de como seus Sete integrantes se tornaram os "'Classicos" formando a equipe de heróis mais famosa do Mundo!!Marcos Punch.
ResponderExcluirTambém gostei muito dessa matéria. Várias coisas que eu não sabia, inclusive o fato do Ajax não ser o mais popular. Deve ser por isso que ele não tinha uma revista própria.
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