O site Bleeding Cool reportou algo importantíssimo para
toda a indústria norte-americana de quadrinhos no fim de tarde desta última
segunda-feira (9). Segundo o redator e editor-chefe Rich Johnston, o caso que a
família do falecido rei dos quadrinhos Jack Kirby abriu contra a Marvel por direitos de
propriedades de personagens como Vingadores, Hulk, Thor e Quarteto Fantástico
está nas mãos da Suprema Corte dos Estados Unidos. Quando o caso chega a este ponto, as
mudanças são drásticas.
a)
Empregado: o trabalho produzido pertence à editora que o contratou. Este
empregado teria benefícios como ferramentas de trabalho, seguro desemprego em
caso de demissão, salário mínimo – fora o recebido pelo trabalho, como
desenhistas, por exemplo, que recebem um valor por página – equivalente ao INSS
brasileiro, plano de saúde etc.
b) Contratado freelance. Os direitos do material produzido são do criador, podendo ser transferidos à editora mediante negociação. Este contratado não possuirá os direitos e seguros de um empregado exclusivo.
b) Contratado freelance. Os direitos do material produzido são do criador, podendo ser transferidos à editora mediante negociação. Este contratado não possuirá os direitos e seguros de um empregado exclusivo.
Hoje a
indústria não funciona exatamente assim, ficando no meio termo em ambas as
opções de contrato.
A maior
parte do trabalho de Kirby foi feito sob a lei de copyright de 1909, a qual
instituía que apenas um empregado poderia fazer o chamado “work-for-hire” (prestação de serviços),
não um freelancer de fato. Portanto, enquanto o trabalho de Stan
Lee para a Marvel
pode ser considerado uma prestação de serviços, o de Jack Kirby não. Caso a
Suprema Corte decida mudar esta lei centenária, não apenas o universo dos
quadrinhos – e dezenas de artistas prejudicados pela lei arcaica – poderiam
requerer direitos e gozarem de uma situação melhor de trabalho, mas muitos que
passaram suas vidas sem reconhecimento teriam suas situações mudadas
completamente. Seria o caso de Bill Finger, por exemplo, tido como o homem que
verdadeiramente criou o Batman e que nunca recebeu os devidos créditos – tanto
em reconhecimento como em dinheiro – por sua colaboração ao mundo dos
quadrinhos.
Mais
interessante ainda é que esta lei é genérica para as diversas formas de mídia.
Logo, escritores de roteiros e livros, por exemplo, poderiam negociar direitos
retroativos e futuros. As empresas de mídia teriam que negociar alguns bilhões
com muita gente nos próximos anos.
Fiquem
ligados no Terra Zero nas próximas semanas para acompanharem o desenrolar desta
peleja.
Fonte: Terra Zero
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