Cable, filho de Scott Summers e viajante do tempo, tem recebido
muitas premonições de desastres no futuro. Ele reúne uma nova X-Force composta por Colossus, Forge, Dr. Nêmesis, Dinamite e Dominó para impedir que eles se realizem.
Infelizmente, suas ações parecem atos de terrorismo e o grupo entra na mira dos Fabulosos Vingadores, grupo liderado pelo tio de
Cable, Alex Summers. Ao mesmo
tempo, a filha adotiva de Cable, Esperança,
tenta ajudar seu pai de alguma forma mesmo contra a vontade dele. Isso leva a
jovem a localizar o antigo mentor dele, Blaquesmith, para entender
as motivações de seu pai e algumas delas serão reveladas pelo escritor Dennis Hopeless e o desenhista Salvador Larroca em Cable & X-Force #10 a #13, aqui
publicadas pela Panini em X-Men
Extra #6 a #8.


Dominó e Dinamite chegam em um
hospital para remover um jovem que está prestes a manifestar seu poder mutante
pela primeira vez, o que levaria todos ao redor à morte, de acordo com as
visões de Cable. O plano era Domi resgatar o rapaz vestida de enfermeira
enquanto Dinamite rouba uma ambulância mas as coisas dão errado e elas são
forçadas a agir de improviso, algo que Dinamite adora e Domi simplesmente
odeia, certamente por andar com Cable por tanto tempo. Aos trancos e barrancos
esse plano é seguido e elas chegam em uma ponte com o rapaz, que está prestes a
manifestar seu poder. Dinamite finge ser uma supervilã "mega-malvada"
para que os civis evacuem a ponte e consegue seu intento. O poder mutante do
rapaz se manifesta e a ponte vai abaixo, mas ele e Dinamite são salvos por
Dominó, que felizmente trazia um paraquedas consigo e ainda providenciou um
bote inflável quando eles caíram na água.
Durante esses acontecimentos,
Blaquesmith levou Esperança para uma época futura para que ela entendesse o
significado das premonições de Cable e o que ela vê é simplesmente desolador.
De repente, ela é atacada por uma espécie de zumbis "tecnorgânicos" e
é salva por uma misteriosa mulher que usa a armadura do antigo "clone
maligno" de Cable, Conflyto,
que ordena que a jovem lhe acompanhe.

No nosso presente, Colossus e Dominó
invadem um banco para resgatar um artefato místico roubado do Dr. Druida, um antigo membro
dos Vingadores que enlouqueceu e quase destruiu a equipe. O artefato
inadvertidamente cai no chão e um portal demoníaco é aberto. Ao mesmo tempo, a
dupla tenta "discutir a relação" para saber em que pé estão as coisas
entre eles. O portal é fechado com muita dificuldade e ambos se permitem dar
uma chance para que este relacionamento dê certo.
No futuro em que Esperança se encontra,
ela consegue perceber que a situação se torna um pouco menos pior devido às
ações da X-Force no presente mas ainda há muito a ser feito. Ela percebe também
que a misteriosa mulher que a acompanha é ela
mesma neste futuro distante,
que tenta fazer aquilo que seu pai adotivo lhe ensinou: mudar o futuro,
consertando o passado. Ela e Blaquesmith aproveitaram o fato de que as
habilidades telepáticas de Nathan se ampliaram muito mais devido à ausência do
vírus tecnorgânico em seu corpo e as levaram para um outro campo, o da
precognição. A dupla usou o cérebro de um ciborgue Deathlok para calcular as probabilidades de
cenários futuros e transmiti-las diretamente para o cérebro de Cable no nosso
presente. A mulher conta para sua versão mais jovem que o pai delas se
aposentou após a guerra dos X-Men contra os Vingadores e exigiu que ela fizesse o mesmo.
Quando ele percebeu que "o fim do mundo" estava se aproximando e
resolveu voltar à ativa, já era tarde demais. Ela continuou a luta e percebeu
que a solução era mudar o passado para que a situação em sua própria realidade
tenha a chance de melhorar.

Enquanto elas conversam, Blaquesmith
vê a X-Force se reunir novamente no nosso presente ao enfrentar uma criatura
vermiforme gigantesca que ameaça destruir Lisboa e é vitoriosa desta vez.
"Daí você usou o cérebro do papai para criar um inferno menos horrendo?"
pergunta a jovem. "Não dá para você ver mas o mundo está melhorando a cada
dia", a mulher responde. A jovem questiona ambos seriamente a respeito das
consequências que seu pai está sofrendo por causa do estratagema deles e a
mulher responde: "a história está se reescrevendo e logo posso desligar o
dispositivo de paradoxo desta armadura e simplesmente deixo de existir. Só vai
restar você e suas lembranças de lutar ao lado de nosso pai". As
lembranças da Esperança "jovem" e "futura" não são
exatamente as mesmas e, por causa disso, a menina deduz que o plano deles deu
errado.
A verdade é que, no fundo, a mulher
queria lutar ao lado de seu pai adotivo novamente mas ignorava o quão danoso
isso poderia ser para a saúde dele e mesmo Blaquesmith tinha dúvidas a este
respeito. A jovem diz que as intenções deles eram boas mas se Cable morrer tudo
estará perdido do mesmo jeito. A mulher, então, pergunta a Blaquesmith por
alguma alternativa e este decide reenviar a jovem à sua época para que ela lute
pelo futuro e salve seu pai. Ele entrega a ela uma espécie de cajado para
ajudá-la em sua missão.
Na Mansão dos Vingadores, Alex
interroga seu sobrinho para entender as motivações dele mas a saúde de Cable
está péssima e seus poderes telecinéticos aparentemente ficam fora de controle.
Na verdade, isso é para que ele consiga se recobrar um pouco para trazer Alex
para seu "relevo mental" e assim ter um vislumbre de como as coisas
podem ficar muito ruins no futuro. Alex parece convencido das razões de seu sobrinho
mas ainda reluta a deixá-lo ir. "Mesmo se você não fosse um fugitivo, você
está doente e precisa de ajuda", ele diz. Um tremor sacode a mansão e
Cable responde: "acho que a ajuda que você falou acaba de chegar",
referindo-se a sua equipe, que acaba de invadir a mansão.

Dennis Hopeless e Cullen Bunn, que co-escreveu a
edição #13, sabem conduzir o enredo do gibi com competência e criam bons
ganchos no final de cada episódio. Pessoalmente, achei o início da série meio
"morno" mas à medida que as motivações de Cable ficaram mais claras,
ela melhorou muito. Nesse processo de busca de respostas, a presença de
Esperança representando o ponto de vista do leitor, foi fundamental. Gosto
também da maneira de como os personagens da equipe interagem entre si e acho
particularmente divertidos os embates entre Forge e Dr. Nêmesis e entre Dominó
e Dinamite. Sobre a série, não se trata de algo memorável, nem é essa a
pretensão dos autores mas sim de realizar um entretenimento honesto e de
qualidade. Gostei do resgate de personagens dos anos 90 que andavam esquecidos,
como Blaquesmith e, vá lá, de Conflyto, que tiveram sua importância no
desenvolvimento de Cable.
O desenhista Salvador Larroca é um
dos meus favoritos mas não acho que o trabalho dele nesta série possa ser
considerado um ponto alto em sua carreira. Já vi melhores, como em sua passagem
recente em Homem de Ferro mas mesmo o "regular" dele é
melhor do que muita coisa da Marvel atualmente. Ele teve a companhia de Gerardo Sandoval na edição #13, mas achei que o estilo
deste não tem nada a ver com o de Larroca e os desenhos ficaram "dentes
rangentes" demais para o meu gosto em alguns momentos, resultando numa
mescla bem esquisita.
Por C@rlos
Fonte: Universo Marvel 616
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