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Planeta Resenha DC: “Superman e a Legião dos Super-Heróis” de Geoff Johns e Gary Frank

Em um momento de extrema necessidade e sem outra alternativa, Brainiac 5 envia uma sonda temporal do século XXXI até a época atual a fim de recrutar o Superman para ajudar a dissolver uma crise que poderá terá consequências dramáticas e irremediáveis para o futuro. Assim, o Homem de Aço é transportado para a época da Legião, onde terá que ligar com uma opressora “Liga da Justiça da Terra” formada por humanos superpoderosos que abominam a presença de alienígenas na Terra e deflagaram uma guerra calcada na xenofobia que ameaça a paz em todos os planetas unidos. Os Legionários estão enfraquecidos, separados e alguns aprisionados. O único que pode reverter a maré da batalha é o próprio Superman, ainda que misteriosamente nessa época o sol tenha se tornado vermelho e seus poderes estejam decaindo vertiginosamente…
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Se existe uma equipe pela qual eu seja apaixonado, ela é a Legião dos Super Heróis! Sim, é claro que como bom fã de quadrinhos, gosto dos Vingadores, X-Men, Liga da Justiça, Os Novos Titãs, etc, etc… mas existe algo diferente na Legião. Não sei se é o fato dela estar mil anos à frente no futuro e portanto livre da (maior parte) das amarras da cronologia… muito embora, apesar disso, a Legião se se faça presente (sem trocadinhos) na época atual, e sua influência funcione de forma bilateral, tendo sido inspirada pelos feitos do Superboy e quebrando algumas regras da viagem no tempo para mudar os alicerces do passado.
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O fato da equipe viver em uma época diferente concedeu muita liberdade criativa aos seus autores, e ela já havia sofrido alguns “reboots” antes mesmo do evento “Novos 52″ que alterou todo o Universo DC. Tanto que Geoff Johns brincou com essas versões distintas da equipe na série “Legião de Três Mundos”, que teve ligação com a saga “Crise Final” de Grant Morrison. Mas o assunto aqui é outro.

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O mesmo Geoff Johns vinha fazendo um trabalho competente de revitalização no Superman antes das mudanças ocorridas pelos Novos 52 (com aprovação dele, cabe lembrar). Umas dessas histórias de revitalização envolvia seu relacionamento com a Legião, retornando um antigo conceito de que SIM, ELE FOI SUPERBOY, ao contrário que John Byrne propôs em sua versão pós-Crise nas Infinitas Terras, sobre o qual você poderá saber mais clicando aqui.
Não necessariamente desconsiderando  o conceito deixado por Byrne, Johns explica que as aventuras do Superman quando ele era menino ao lado da Legião foram apagadas de sua mente para evitar conflitos com a sua linha temporal. Assim sendo pode-se considerar que todas as aventuras que ele havia vivido ao lado da Legião realmente aconteceram, embora ele não se lembrasse delas. Esse passado seria melhor desenvolvido mais tarde pela mesma equipe criativa na história “Superman: Origem Secreta”.
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O texto de Johns é algo que me deixou muito satisfeito, não por se tratar de uma obra de arte dos quadrinhos, mas por trazer de volta antigos conceitos que haviam sido abandonados, escritos com muita propriedade e ótima caracterização dos personagens. A história é empolgante, bem ao estilo das clássicas aventuras da Legião, com muitas batalhas e momentos épicos envolvendo sacrifício e a genuína relação de amizade entre os membros da equipe.
Mas nem tudo é saudosismo. Os novos vilões apresentados tem tudo para perdurarem em futuras histórias da Legião – que mesmo após os Novos 52 não tiveram sua continuidade drasticamente alterada – mostrando-se oponentes dignos dos heróis do futuro.
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Os desenhos de Gary Frank são muito expressivos e detalhados, e honram a memória de um dos grandes ilustradores da equipe, o já falecido Curt Swan.  Outro detalhe: é nítido o esforço de Frank ao tentar fazer seu Superman parecer-se fisicamente com o ator Christopher Reeve, que imortalizou o personagem nos cinemas, sendo considerado por muitos como sua versão definitiva.
Por fim, essa história nos transmite a admiração de Johns por uma época há tempos perdida; e além de uma grande aventura, é também é uma bela homenagem a esse período.

Por Rodrigo Garrit
Fonte: O Santuário

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2 Comentários

  1. eu vi essa revista na banca li umas páginas(é um Sebo que vende revistas por um preço barato! ) mas não comprei!gosto do desenho do Gary Frank e realmente o Super da revista parece o Reeve!! vou comprar essa revista ainda!! Marcos Punch.

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    1. Li esse encadernado uns dois meses atrás. Compra sim, é uma baita de uma história. Geoff Johns entende muito da mitologia que envolve o universo DC.

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