Meses depois de sua primeira
aparição, o público ainda queria saber mais sobre aquele personagem surgido em
uma história de ficção, na coletânea da revista Amazing Fantasy. Pois,
atendendo aos pedidos dos leitores, o Homem-Aranha voltava a aparecer em sua própria
revista.
A fama do Homem-Aranha já sofre uma
dura reviravolta na primeira história. Agora o herói é visto como ameaça
pública e o grande vilão responsável por essa trama é a imprensa!
O ranzinza
editor de jornal J. Jonah Jameson centraliza os esforços de seu jornal, o
Clarim Diário, para difamar aquele que ele julga ser um mascarado fora-da-lei.
Nem mesmo depois do Homem-Aranha salvar a pele de seu filho, o astronauta John
Jameson, o editor poupa críticas ao coitado, jogando toda a culpa do incidente
em uma acusação de sabotagem pelo próprio herói.
A segunda
história mostra a tentativa desesperada do Peter Parker em conseguir dinheiro.
Como Homem-Aranha, ele tenta entrar para o Quarteto Fantástico, mas se
decepciona ao descobrir que o grupo de heróis não salva o mundo por dinheiro.
Enquanto isso, o Aranha é
diariamente criticado pelo jornal Clarim Diário. Quem se aproveita dessa
situação é o espião soviético conhecido como Camaleão, o mestre dos disfarces,
que usa o uniforme do herói para roubar planos militares. O Aranha, guiado por
seu sentido de aranha, consegue capturar o vilão e entregá-lo as autoridades.
O vilão, na
verdade, quase consegue fugir disfarçado de policial. No meio da confusão,
quando tentavam capturar o verdadeiro Aranha, o herói foge e rasga
acidentalmente o uniforme do vilão, mostrando que ele usa uma roupa de
Homem-Aranha por baixo do uniforme e, consequentemente, revelando sua
identidade.
Pena que o
verdadeiro Homem-Aranha não viu que saiu vitorioso, tendo que sair correndo dos
policiais que o queriam prender e resmungando sobre os malditos poderes que só
lhe trazem confusão.
Na segunda edição da revista, temos
duas aventuras geriátricas, por assim dizer. Sim, porque, numa mesma edição, o
Homem-Aranha enfrenta dois vilões com cara de velhinho. Mas, como maldade não
tem idade…
Na primeira
história, a cidade é ameaçada por um misterioso ladrão que consegue voar graças
a asas artificiais: o Abutre. Como o vilão é muito rápido, ninguém consegue
tirar uma foto decente para ser divulgadas. É aí que Peter Parker tem a ideia
de usar suas capacidades para conseguir chegar perto da ameaça, tirar fotos e
faturar alguma graninha extra. Parker pretende ir além, vendendo as tais fotos
para J. Jonah Jameson, o editor que decretou guerra ao Homem-Aranha. A
estratégia funciona e o jovem consegue um boa grana para ajudar sua tia May.
Apesar de
surra inicial que o Abutre dá no Aranha, é o intelecto científico do herói quem
se destaca nessa batalha. Ele descobre que as asas do Abutre funcionam através
de magnetismo e cria um dispositivo que contrabalanceia essa energia,
impedindo-o de voar, o que causa a prisão do vilão.
Na segunda história, Peter vai
buscar um rádio quebrado de seu professor em uma estranha oficina. Ele já fica
desconfiado dos preços baixos que o consertador de rádios cobra por seus
serviços. Graças a seu sentido de aranha, descobre que o aparentemente inofensivo
velhinho está mancomunado com alienígenas que estão instalando dispositivos de
espionagem em vários aparelhos (inclusive no rádio de seu professor).
O
Homem-Aranha desmascara o plano, os alienígenas fogem e o Consertador vê seu
laboratório se incendiar. O suspense do roteiro está na cena em que Peter
segura uma máscara com o rosto do vilão, dando a ideia de que ele talvez seja
um alienígena também, algo que não saberemos tão cedo, uma vez que o
Consertador sumiu nas chamas.
Por Marcos Dark
Fonte: Impulso HQ
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